{"id":1386,"date":"2020-06-15T00:16:07","date_gmt":"2020-06-15T03:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/?p=1386"},"modified":"2020-06-15T00:16:07","modified_gmt":"2020-06-15T03:16:07","slug":"a-ciencia-pelos-olhos-da-dra-marjorie-cornejo-pontelli-e-da-doutoranda-pierina-lorencini-parise-duas-jovens-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clorofreela.com.br\/revistablogs\/2020\/06\/15\/a-ciencia-pelos-olhos-da-dra-marjorie-cornejo-pontelli-e-da-doutoranda-pierina-lorencini-parise-duas-jovens-cientistas\/","title":{"rendered":"A ci\u00eancia pelos olhos da Dra. Marjorie Cornejo Pontelli e da doutoranda Pierina Lorencini Parise, duas jovens cientistas"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2020\/06\/Imagem-destacada.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1387\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">\u00c0 esquerda, equipe de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Virologia da FMRP-USP a frente das pesquisas sobre Sars-Cov-2 e COVID-19. Dra. Marjorie est\u00e1 no centro da foto. \u00c0 direita, Pierina segurando uma plca de cultura de c\u00e9lulas. Arquivo pessoal. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Dando prosseguimento ao nosso Ciclo Tem\u00e1tico Epidemias, junto de minha colega <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/author\/brunacristinabertol\/\">Bruna Bertol<\/a>, hoje apresentamos a segunda entrevista do ciclo, dessa vez realizada com a Dra. Marjorie Cornejo Pontelli e a doutoranda Pierina Lorencini Parise, duas jovens cientistas que est\u00e3o atuando diretamente na pesquisa do <strong>novo coronav\u00edrus<\/strong> <strong>SARS-CoV-2<\/strong>. Se voc\u00ea tem curiosidade em saber como \u00e9 trabalhar com o agente causador da pandemia que aflige o mundo e como \u00e9 ser <strong>uma jovem mulher cientista<\/strong>, n\u00e3o perca essa leitura!&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Dra. <strong>Marjorie Cornejo Pontelli<\/strong> \u00e9 uma <strong>jovem virologista brasileira<\/strong>, bi\u00f3loga pela Universidade Federal de Santa Maria (2012), mestra em Ci\u00eancias &#8211; \u00c1rea Bioqu\u00edmica (2014) e doutora em Ci\u00eancias &#8211; \u00c1rea Biologia Celular e Molecular (2019) pela Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto &#8211; Universidade de S\u00e3o Paulo (FMRP-USP).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/06\/Marjorie-492x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1472\" width=\"221\" height=\"460\" \/><figcaption>Dra. Marjorie no dia da sua defesa de doutorado em Ci\u00eancias &#8211; \u00c1rea Biologia Celular e Molecular (2019) pela FMRP-USP. Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Atualmente, realiza p\u00f3s-doutorado no grupo de pesquisa do <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/8529577\/\">Prof. Dr. Eurico de Arruda Neto<\/a> no centro de Pesquisa em Virologia da FMRP-USP e seu trabalho tem se focado na compreens\u00e3o da biologia do v\u00edrus <strong>SARS CoV-2<\/strong>, respons\u00e1vel pela COVID-19, bem como na busca por op\u00e7\u00f5es terap\u00eauticas para a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A Dra. Marjorie participa de um <a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/8581810\/programa\/?fbclid=IwAR3S6E9hYBi7TDXSMi9f9S7JKY9QOYpzqDtoGDIn7yUuPwhQkLrUR2ZNE6s\">estudo conduzido pelo Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto e o Hospital das Cl\u00ednicas da FMRP-USP<\/a> que busca tratar pacientes graves da COVID-19 com o uso de plasma (por\u00e7\u00e3o l\u00edquida) do sangue de pessoas que j\u00e1 se recuperaram da doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa abordagem, espera-se que haja uma recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida, menor tempo de interna\u00e7\u00e3o e de UTI e\/ou um menor risco de mortalidade. Inclusive, <strong>qualquer pessoa recuperada de COVID-19 (sem sintomas h\u00e1 pelo menos 14 dias) pode ser um doador de plasma no <\/strong><a href=\"http:\/\/www.hemocentro.fmrp.usp.br\/voce-teve-covid-19-doe-seu-plasma\/\"><strong>Hemocentro de Ribeir\u00e3o Preto<\/strong><\/a>. <em>Se quiser doar plasma, ligue para o 0800 979 6049 ou para o WhatsApp: 16 98215-1937 ou 16 98215-1277 ou envie e-mail para <\/em><a href=\"mailto:doador@hemocentro.fmrp.usp.br\"><em>doador@hemocentro.fmrp.usp.br<\/em><\/a><em>.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a equipe composta pelo prof. Dr. Eurico e a Dra. Marjorie demonstrou que o <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/coronavirus\/coronavirus-pode-permanecer-no-organismo-dos-recuperados-por-tempo-indeterminado-diz-virologista-da-usp-24397252?fbclid=IwAR2zFkB5RUq5SyeNwMdp_Svpum6I_1kqLW5V8aVjbcoXuGOH6CXZ1vqQnns\">novo coronav\u00edrus pode permanecer no corpo de pacientes recuperados por tempo indeterminado<\/a>, o que pode fazer com que a transmiss\u00e3o viral continue, e pode explicar os casos relatados na Coreia do Sul e na China de indiv\u00edduos recuperados que voltaram a testar positivo para a doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignright size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/06\/IMG-20191017-WA0038-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1475\" width=\"234\" height=\"312\" \/><figcaption>Pierina expondo seu trabalho durante congresso. Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">A doutoranda <strong>Pierina Lorencini Parise<\/strong> \u00e9 graduada em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente, faz seu doutorado direto na \u00e1rea de microbiologia, com \u00eanfase em virologia, no <strong>Laborat\u00f3rio de V\u00edrus Emergentes <\/strong>(LEVE) sob orienta\u00e7\u00e3o do Prof. Dr. Jos\u00e9 Luiz Proen\u00e7a Modena, na mesma universidade. A p\u00e1gina do Instagram do grupo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leve_ibunicamp\/\">@leve_ibunicamp<\/a> \u00e9 um excelente fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre o estudo de v\u00edrus emergentes, com atualiza\u00e7\u00f5es sobre seus mais recentes projetos e descobertas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o foco principal de seu projeto de doutorado seja uma outra fam\u00edlia de v\u00edrus, o momento pediu uma mudan\u00e7a de seus esfor\u00e7os de pesquisa. Hoje Pierina integra a for\u00e7a tarefa &#8211; grupo multidisciplinar que envolve docentes da Unicamp, do <a href=\"https:\/\/lnbio.cnpem.br\/\">LNBio<\/a> e do <a href=\"http:\/\/cnpem.br\/\">CNPEM<\/a> &#8211; para o estudo do <strong>SARS-CoV-2<\/strong>, ajudando no desenvolvimento de <a href=\"https:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/index.php\/noticias\/2020\/03\/17\/pesquisadores-da-unicamp-iniciam-elaboracao-de-teste-para-diagnostico-local-do\">testes r\u00e1pidos para a regi\u00e3o de Campinas<\/a> e no estudo de reposicionamento de f\u00e1rmacos para o tratamento da COVID-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, reproduzimos na \u00edntegra as respostas das duas cientistas:<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cientista \u2013 era isso que voc\u00ea queria ser quando crescesse?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Sim. A ci\u00eancia sempre me despertou muito interesse, desde a inf\u00e2ncia. <em>Meus programas preferidos eram Mundo de Beakman e Testemunha Ocular<\/em>. Com certa frequ\u00eancia eu fazia experimentos em casa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina<\/strong>: Na verdade quando era crian\u00e7a meu sonho era ser astronauta, mas desisti quando descobri que n\u00e3o poderia levar minha cachorrinha nas miss\u00f5es comigo e imaginei que sentiria saudade dela e dos meus pais. Mas desde pequena sempre tive muita curiosidade por tudo que vinha da natureza. Meus av\u00f3s s\u00e3o sitiantes e eu lembro de estar sempre brincando entre as \u00e1rvores e fingindo que era cientista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos presentes mais marcantes que eu ganhei de um tio na inf\u00e2ncia foi um kit de brinquedo de qu\u00edmica com alguns reagentes para fazer experi\u00eancias e um mini microsc\u00f3pio que eu guardo at\u00e9 hoje. Al\u00e9m disso, <em>meus pais sempre incentivaram muito minha curiosidade e gosto pela leitura, que s\u00e3o caracter\u00edsticas essenciais para todo cientista.<\/em><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Algum cientista ou descoberta cient\u00edfica a inspirou na escolha dessa carreira?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: <em>Um assunto muito inspirador foi a Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o<\/em>. Durante o ensino fundamental estudei em um col\u00e9gio evang\u00e9lico. Uma das mat\u00e9rias que t\u00ednhamos era o estudo da Religi\u00e3o Crist\u00e3. Em uma dessas aulas o tema foi a origem dos seres vivo e nosso professor falou sobre o criacionismo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu que sempre gostei de programas de ci\u00eancia e j\u00e1 havia visto sobre a evolu\u00e7\u00e3o, perguntei sobre como isso se relacionava com a evolu\u00e7\u00e3o. A resposta foi bem categ\u00f3rica: 1\u00ba isso era uma teoria e 2\u00ba se n\u00f3s viemos dos macacos, por que eles n\u00e3o continuavam evoluindo? Quando cheguei em casa, abri a Barsa e li sobre teoria e evolu\u00e7\u00e3o. Achei fant\u00e1stico que havia v\u00e1rias \u00e1reas e evid\u00eancias que se complementavam. Foi nesse momento que decidi seguir a carreira de cientista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Eu tive certeza de que queria ser cientista na primeira aula de gen\u00e9tica que tive com a professora de biologia Carla, ainda no ensino fundamental. Eu lembro que estudar sobre as leis de Mendel foi uma das coisas mais incr\u00edveis que eu tinha aprendido na \u00e9poca. A partir disso, falei com meu primo M\u00e1rcio, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisador e bi\u00f3logo formado pela Unicamp, e ele foi um dos meus maiores incentivadores na ci\u00eancia e a pessoa que me guiou na escolha da carreira, e atrav\u00e9s dele tive meu primeiro contato com o mundo acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sempre se interessou em estudar os v\u00edrus? Como sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica a levou \u00e0 \u00eanfase em virologia?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Eu sempre me interessei por Microbiologia. No final do primeiro semestre do curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas j\u00e1 havia buscado um laborat\u00f3rio de Microbiologia, mas foi no final do 3\u00ba semestre que entrei para o laborat\u00f3rio de Microbiologia Cl\u00ednica onde fiz meu trabalho de conclus\u00e3o de curso (TCC).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando decidi seguir a carreira acad\u00eamica, fiz um curso de Bioqu\u00edmica na USP de Ribeir\u00e3o Preto e tive um relance do que seria trabalhar como pesquisadora. Ao final da gradua\u00e7\u00e3o, passei no mestrado para trabalhar com uma archaebacteria extremof\u00edlica (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Organismo\"><em>organismo<\/em><\/a><em> que vive em condi\u00e7\u00f5es <\/em><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Geoqu%C3%ADmica\"><em>geoqu\u00edmicas<\/em><\/a><em> extremas<\/em>). Aprendi muito sobre biologia molecular e bioqu\u00edmica nesse per\u00edodo, bases fundamentais para estudar virologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>E um dia, em um dos semin\u00e1rios do departamento, conheci a linha de pesquisa de virologia. Foi algo que me inspirou profundamente. Quando percebi, j\u00e1 estava fazendo a sele\u00e7\u00e3o de doutorado no departamento de Biologia Celular e Molecular, no laborat\u00f3rio de Virologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Eu sempre tive em mente que queria uma profiss\u00e3o que me permitisse ajudar muitas pessoas com meu trabalho. No segundo ano da faculdade de biologia, tive meu primeiro contato com a virologia nas aulas do meu atual orientador, o professor Dr. Jos\u00e9 Luiz Modena, onde vi a oportunidade de estudar um tema que afeta diretamente a vida das pessoas, al\u00e9m de ser um assunto que me permitiria trabalhar e aprender mais sobre outras \u00e1reas que me interessavam como Imunologia, Biologia Celular e Gen\u00e9tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No final do semestre eu fui conversar com o professor sobre a possibilidade de fazer inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em seu laborat\u00f3rio, onde estou at\u00e9 hoje fazendo meu doutorado direto. Na \u00e9poca, o professor era rec\u00e9m contratado e teve que se ausentar por alguns meses para finalizar seu p\u00f3s doutorado nos EUA. Como eu seria sua primeira aluna, a professora <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/2016\/07\/08\/ciencia-pelos-olhos-da-profa-dra\/\">Dra. Silvia Gatti<\/a> me recebeu nesses primeiros meses em seu laborat\u00f3rio, que posteriormente seria compartilhado com o professor Jos\u00e9 Luiz, onde tive oportunidade de come\u00e7ar a aprender mais sobre o tema com a professora e ter meu primeiro contato com as t\u00e9cnicas de virologia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Durante minha inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica me dediquei a estudar a relev\u00e2ncia da replica\u00e7\u00e3o em endot\u00e9lio para a neuropatog\u00eanese dos v\u00edrus Zika e Oropouche<\/em>, um v\u00edrus que circula na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e causa uma doen\u00e7a chamada de Febre do Oropouche, que j\u00e1 atingiu mais de 500 mil pessoas em diversos surtos que ocorreram na regi\u00e3o. Apesar da sua import\u00e2ncia, esse v\u00edrus ainda \u00e9 pouco estudado. Atualmente no meu doutorado busco entender o papel do IRF5 (um importante fator da resposta imune) na patog\u00eanese e neurovirul\u00eancia do v\u00edrus Oropouche, estudando principalmente modelos de barreira hematoencef\u00e1lica para entender como acontece a entrada desse v\u00edrus no c\u00e9rebro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como s\u00e3o desenvolvidas as pesquisas em virologia? H\u00e1 alguma dificuldade espec\u00edfica que voc\u00ea gostaria de ressaltar?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: No laborat\u00f3rio que desenvolvi meu doutorado, eram duas as principais linhas de pesquisa: v\u00edrus respirat\u00f3rios e arbov\u00edrus (<em>transmitidos por artr\u00f3podes, como insetos, por exemplo<\/em>). Dentro desses temas as abordagens eram bem diversificadas que iam desde a biologia b\u00e1sica do v\u00edrus (processos de replica\u00e7\u00e3o, entrada, montagem) at\u00e9 a persist\u00eancia em tecidos do hospedeiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No meu caso, me dirigi \u00e0 pesquisa dos arbov\u00edrus. <em>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s dificuldades, vale ressaltar duas que me atingiram em cheio: a falta de insumos comerciais e a falta de interesse das ag\u00eancias de fomento em v\u00edrus que n\u00e3o s\u00e3o de interesse \u201cimediato\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Os v\u00edrus s\u00e3o parasitas intracelulares obrigat\u00f3rios e para estud\u00e1-los \u00e9 preciso que eles se repliquem em culturas celulares ou modelos animais. No nosso laborat\u00f3rio, cultivamos diferentes tipos de c\u00e9lulas de acordo com as an\u00e1lises que ser\u00e3o realizadas, como por exemplo c\u00e9lulas isoladas do c\u00e9rebro ou intestino. Al\u00e9m disso, os modelos animais s\u00e3o essenciais para situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o podem ser reproduzidas in vitro, como estudos sobre o papel da resposta imune frente a infec\u00e7\u00e3o viral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra ferramenta essencial para nossos estudos \u00e9 a biologia molecular, utilizada para quantificar a replica\u00e7\u00e3o dos v\u00edrus nos nossos ensaios ou amostras de pacientes. Para mim, a maior dificuldade que temos hoje \u00e9 com rela\u00e7\u00e3o aos reagentes: a maior parte deles tem que ser importada, demorando de 3 a 6 meses para chegar, o que muitas vezes atrasa nosso trabalho, al\u00e9m do alto valor pelas importa\u00e7\u00f5es serem feitas em d\u00f3lar.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Qual \u00e9 o objetivo e quais as poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es da sua atual pesquisa sobre o SARS-Cov-2 e a COVID-19?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Nenhum trabalho dessa magnitude \u00e9 desenvolvido sozinho. A nossa equipe tem desenvolvido pesquisas de ponta em diversas frentes: triagem de medicamentos, patog\u00eanese, intera\u00e7\u00e3o v\u00edrus-hospedeiro, biologia do v\u00edrus, etc.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De imediato, nossa maior contribui\u00e7\u00e3o tem sido participar da <em>Cooperativa Paulista de Combate \u00e0 COVID-19<\/em> que est\u00e1 usando o plasma (<em>a por\u00e7\u00e3o do sangue que cont\u00e9m anticorpos<\/em>) de pessoas j\u00e1 curadas da COVID-19 para tratar pacientes em estado grave. Neste projeto, nossa participa\u00e7\u00e3o \u00e9 de triar os plasmas que possuem anticorpos que consigam reconhecer o v\u00edrus SARS-CoV-2. Em Ribeir\u00e3o Preto, nosso laborat\u00f3rio em conjunto com o Hemocentro da USP j\u00e1 obteve \u00eaxito usando este tipo de tratamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong><em>Atualmente, nosso laborat\u00f3rio parou todas as pesquisas que estavam sendo realizadas para focar no estudo do SARS-Cov-2<\/em> em parceria com outros professores que tamb\u00e9m tinham interesse em estudar o v\u00edrus. Em resumo, buscamos entender os mecanismos pelos quais o v\u00edrus leva algumas pessoas a apresentarem a doen\u00e7a de forma mais grave do que outras, como fatores associados com a microbiota, envelhecimento e diabetes. Al\u00e9m disso, estamos estudando reposicionamento de f\u00e1rmacos que podem ter efeito contra o SARS-Cov-2 em parceria com pesquisadores do CNPEM.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nesse sentido, como \u00e9 a sua rotina como jovem pesquisadora no laborat\u00f3rio em que atua? Voc\u00ea tem acesso aos materiais e \u00e0 infraestrutura necess\u00e1rias para execu\u00e7\u00e3o do seu trabalho?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Nossa equipe de virologistas tem se dividido para podermos dar aten\u00e7\u00e3o a todos os projetos com SARS-CoV-2 que est\u00e3o acontecendo na FMRP-USP. <em>Eu estou participando mais ativamente em tr\u00eas principais projetos: triagem dos plasmas convalescentes, papel dos neutr\u00f3filos (um tipo de c\u00e9lula humana da imunidade) na COVID-19 e c\u00e9lulas circulantes infectadas pelo SARS-CoV-2 em pacientes.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Posso dizer que tenho um grande privil\u00e9gio de fazer parte de uma equipe multidisciplinar que recruta os pacientes e fornece os insumos. Al\u00e9m disso, o Centro de Pesquisa em Virologia da FMRP-USP conta com um laborat\u00f3rio BSL-2, onde podemos processar as amostras dos pacientes e um laborat\u00f3rio BSL-3 amplamente equipado, no qual fazemos os experimentos com v\u00edrus isolado e modelos animais. Dessa forma, conseguimos trabalhar de forma segura tanto para n\u00f3s quanto para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Com a pandemia nossa rotina ficou ainda mais intensa, trabalhamos em per\u00edodo integral quase todos os dias da semana, incluindo feriados e finais de semana. Para trabalhar com v\u00edrus como o SARS-Cov-2 \u00e9 necess\u00e1rio uma estrutura de biosseguran\u00e7a de n\u00edvel 3 que existe em poucos laborat\u00f3rios do pa\u00eds e o LEVE \u00e9 um deles. Essa estrutura demanda treinamento especial das pessoas que ir\u00e3o trabalhar no local e o uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual espec\u00edficos, como macac\u00e3o imperme\u00e1vel, m\u00e1scara N95, <em>faceshield<\/em> (protetor facial), luvas e bota.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o laborat\u00f3rio conta com sistema de press\u00e3o negativa e filtros para impedir que o v\u00edrus seja liberado no ambiente externo. A manuten\u00e7\u00e3o desses filtros e a compra dos equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs) s\u00e3o muito caras, e com a pandemia alguns dos produtos ficaram ainda mais dif\u00edceis de comprar pela falta no mercado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Voc\u00ea acha que estamos perto de encontrar um rem\u00e9dio (antiviral) eficiente? E vacina? Quais os desafios em se criar um antiviral ou uma vacina?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Um tratamento para um est\u00e1gio espec\u00edfico da doen\u00e7a pode ser poss\u00edvel. Existem muitos grupos no mundo focando os esfor\u00e7os em readaptar medicamentos aprovados para outras doen\u00e7as para tratar a COVID-19. Agora, uma vacina segura e eficiente leva anos para ser desenvolvida. <em>No meu entendimento, o maior desafio \u00e9 a falta de conhecimento b\u00e1sico em rela\u00e7\u00e3o a esse v\u00edrus, que impede tanto o avan\u00e7o na produ\u00e7\u00e3o de um antiviral espec\u00edfico quanto na de uma vacina eficaz<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para desenvolver uma vacina ou um medicamento, \u00e9 necess\u00e1ria uma base muito s\u00f3lida de conhecimento chamado de \u201cci\u00eancia b\u00e1sica\u201d. Quanto melhor compreendido a intera\u00e7\u00e3o pat\u00f3geno-hospedeiro, mais rapidamente ser\u00e1 desenvolvido alguma forma de interven\u00e7\u00e3o. Sem entender como ele funciona no hospedeiro e de onde veio, as abordagens ficam bem restritas ao que h\u00e1 de conhecimento para v\u00edrus semelhantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 outro ponto interessante para se considerar. O SARS-1 &#8211; \u201cparente\u201d mais pr\u00f3ximo do Sars-Cov-2 &#8211; foi erradicado ap\u00f3s 2003. Portanto, novas pesquisas ap\u00f3s o \u00e1pice da epidemia foram deixadas de lado, e os grupos que tentaram continuar se depararam com a falta de interesse em financiar o estudo de um v\u00edrus que j\u00e1 havia sido eliminado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Atualmente temos v\u00e1rios antivirais que apresentaram efeito na inibi\u00e7\u00e3o da replica\u00e7\u00e3o do SARS-Cov-2 in vitro que j\u00e1 est\u00e3o sendo utilizados em testes cl\u00ednicos em todo o mundo, incluindo alguns dos medicamentos selecionados nos nossos estudos de reposicionamento de f\u00e1rmacos em parceria com o CNPEM. Se algum desses medicamentos se mostrar comprovadamente eficaz no controle da doen\u00e7a, em breve veremos os resultados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a vacinas, j\u00e1 temos v\u00e1rias pesquisas em fases avan\u00e7adas de teste em humanos, como \u00e9 o caso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, que ser\u00e1 testada em volunt\u00e1rios aqui no Brasil. Al\u00e9m disso, tratamentos com imunomoduladores, anti coagulantes e transfer\u00eancia de plasma de pacientes que se recuperaram da doen\u00e7a tamb\u00e9m est\u00e3o sendo estudados como forma de impedir o desenvolvimento de casos graves.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu acredito que o principal desafio agora \u00e9 a corrida contra o tempo.<\/em> O desenvolvimento de rem\u00e9dios e vacinas passa por diversas etapas para garantir sua seguran\u00e7a e efic\u00e1cia, e pode demorar anos at\u00e9 que os estudos sejam conclu\u00eddos e os produtos comercializados.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como voc\u00ea v\u00ea o cen\u00e1rio mundial de enfrentamento da pandemia nesse momento?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Achei impressionante como a China, tendo uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 2 bilh\u00f5es de pessoas, conteve a epidemia com menos de 90.000 casos confirmados. \u00c9 dif\u00edcil para o ser humano, como um ser soci\u00e1vel, fazer o distanciamento social. Por isso, de certa forma entendo o porqu\u00ea a ades\u00e3o a essa medida \u00e9 muito dif\u00edcil. Sem sombra de d\u00favidas, governos que tomaram medidas mais en\u00e9rgicas conseguiram retomar com mais rapidez a reabertura da circula\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. E hoje no Brasil estamos sofrendo as consequ\u00eancias de escolhas ruins dos (e de) governantes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong><em>Ap\u00f3s alguns meses do in\u00edcio da pandemia, conseguimos ver um padr\u00e3o de sucesso nos pa\u00edses que controlaram de forma eficaz a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, e isso \u00e9 devido a dois fatores principais: o isolamento social e a testagem em massa da popula\u00e7\u00e3o<\/em>. Atualmente, grande parte desses pa\u00edses j\u00e1 iniciaram sua reabertura tomando os cuidados necess\u00e1rios para que n\u00e3o ocorra uma segunda onda de surtos. Infelizmente, no Brasil ainda \u00e9 baixo o \u00edndice de ades\u00e3o ao isolamento social e existe uma grave defasagem na testagem da popula\u00e7\u00e3o, o que pode fazer com que a gente ainda demore algum tempo para conseguir conter o avan\u00e7o da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corremos o risco de termos um outro v\u00edrus com o mesmo comportamento do coronav\u00edrus em breve?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Acredito que agora teremos uma vigil\u00e2ncia maior em diversos aspectos por parte de toda sociedade. Tanto da popula\u00e7\u00e3o, quanto do corpo cient\u00edfico. Mas, como virologista, sai que \u00e9 poss\u00edvel a emerg\u00eancia de v\u00edrus pand\u00eamicos a qualquer momento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>As muta\u00e7\u00f5es nos v\u00edrus acontecem de forma muita r\u00e1pida e de tempos em tempos surgem novas cepas patog\u00eanicas que podem causar grandes estragos, como j\u00e1 visto diversas vezes na hist\u00f3ria. Por\u00e9m, existem formas de minimizar os danos e controlar ocorr\u00eancia de novos surtos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos desses v\u00edrus que causam doen\u00e7as em humanos circulam na natureza entre animais e, a partir do momento em que os humanos passam a invadir o seu habitat natural, aumenta a chance de serem acometidos por novas doen\u00e7as e gerar surtos como visto com o SARS-Cov-2.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, fatores como o desmatamento e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que fazem com que esses animais selvagens ou seus vetores estejam em contato cada vez mais pr\u00f3ximo com os humanos, s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para pensarmos em formas de impedir a ocorr\u00eancias de novos surtos. <em>Al\u00e9m disso, a pandemia atual provou que o investimento em ci\u00eancia \u00e9 essencial para que estejamos preparados para controlar com efici\u00eancia o surgimento de novas situa\u00e7\u00f5es como esta.<\/em><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Ao longo da sua carreira, voc\u00ea j\u00e1 enfrentou alguma dificuldade enquanto cientista por ser mulher?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: Sim. Existem muitos obst\u00e1culos e preconceitos que encaro diariamente sendo uma cientista mulher. <em>Eu quando era crian\u00e7a e pensava em ser cientista, imaginava que ser uma mulher cientista seria igual a ser um homem cientista. Hoje percebo que parecem carreiras distintas. Preferencialmente os homens s\u00e3o ouvidos em diversas ocasi\u00f5es.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, diversas qualifica\u00e7\u00f5es de um bom pesquisador homem n\u00e3o s\u00e3o bem vistas em pesquisadoras mulheres. Por exemplo, quando assume a lideran\u00e7a de algum projeto e precisa delegar e cobrar, voc\u00ea acaba sendo tachada de \u201cmandona\u201d. Um homem nessa posi\u00e7\u00e3o seria um bom l\u00edder. Se voc\u00ea for muito assertiva, ser\u00e1 chamada de agressiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea precisa ter muito mais tato para falar nessas situa\u00e7\u00f5es. Inclusive por parte de outras mulheres, infelizmente. <em>Uma forma que os homens podem nos ajudar \u00e9, ao inv\u00e9s de se sentirem amea\u00e7ados, encorajarem e exaltarem as mulheres inteligentes, competentes e fortes que os rodeiam<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Tenho sorte de fazer parte de um laborat\u00f3rio composto majoritariamente por mulheres e termos um orientador que nos incentiva na carreira cient\u00edfica sem fazer esse tipo de distin\u00e7\u00e3o. Mas fica claro na maior parte dos eventos cient\u00edficos que, por mais que a plateia seja homog\u00eanea e conte com muitas mulheres, nos cargos mais altos, bancadas e palestras de convidados a grande maioria \u00e9 composta por homens. E isso com certeza n\u00e3o \u00e9 por falta de mulheres qualificadas que realizam pesquisas brilhantes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Descreva, em poucas palavras, a ci\u00eancia pelos olhos da Doutoranda Pierina Lorencini Parise.<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Marjorie<\/strong>: A ci\u00eancia \u00e9 extremamente apaixonante, \u00e9 um processo di\u00e1rio de questionamentos e de busca por respostas. \u00c9 muito gratificante voc\u00ea saber que um determinado processo biol\u00f3gico s\u00f3 \u00e9 compreendido hoje em dia porque voc\u00ea estudou e o descreveu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Ci\u00eancia significa a liberdade de pensamento e o poder do conhecimento<\/em>. Fazer ci\u00eancia me permite nunca parar de sonhar e o poder de criar ferramentas. Felizmente, vivo em uma \u00e9poca em que \u00e9 poss\u00edvel para mim como mulher seguir os meus sonhos e explorar minhas curiosidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho muita gratid\u00e3o pelas mulheres que vieram antes e quebraram as barreiras do conhecimento para tantas outras. <em>E hoje ser uma mulher cientista buscando meu espa\u00e7o \u00e9 minha contribui\u00e7\u00e3o para o empoderamento feminino e para uma sociedade mais igualit\u00e1ria<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pierina: <\/strong>Para mim, a ci\u00eancia \u00e9 a ferramenta essencial para o desenvolvimento da sociedade, servindo para criar um mundo melhor e mais justo atrav\u00e9s do conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s, a equipe do Ci\u00eancia pelos Olhos Delas, agradecemos as duas cientistas que, mesmo diante de uma rotina bastante atribulada, dedicaram seu tempo a responder essa entrevista.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea pode interessar-se tamb\u00e9m pela nossa primeira Entrevista do Ciclo tem\u00e1tico Epidemias com a farmac\u00eautica e microbiologista <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/2020\/05\/11\/ciencia-pelos-olhos-professora-tania-ueda-nakamura\/\">Dr\u00aa Tania Ueda-Nakamura<\/a> que aborda a pandemia causada pela COVID-19 ou ler mais sobre a mulher que descobriu o <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/2020\/05\/21\/ciencia-pelos-olhos-june-almeida-coronavirus\/\">primeiro coronav\u00edrus humano<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira ainda os &#8220;Col\u00edrio Cient\u00edfico&#8221; do Ciclo tem\u00e1tico Epidemias sobre <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/2020\/05\/01\/divulgadoras-cientificas-pandemia-do-coronavirus\/\">divulgadoras cient\u00edficas brasileiras<\/a> que est\u00e3o produzindo conte\u00fado de qualidade durante a pandemia do novo coronav\u00edrus e sobre a <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/cienciapelosolhosdelas\/2020\/06\/01\/debora-diniz-igualdade-de-genero-saude-publica-brasil-epidemias\/\">antrop\u00f3loga brasileira<\/a> Debora Diniz, refer\u00eancia na discuss\u00e3o sobre igualdade de g\u00eanero e sa\u00fade p\u00fablica no pa\u00eds durante epidemias.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse texto teve a co-autoria da colaboradora Bruna Bertol.<\/p>\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/elementor\/thumbs\/logo_-onj4s5m6vf0hml07f9yn7c6a77kn5fk3fpbt3dhc00.png\" title=\"logo_\" alt=\"logo_\"> <\/a><\/p>\n<h4><span style=\"font-size: 12pt\">Os argumentos expressos nos posts deste especial s\u00e3o dos pesquisadores, produzidos a partir de seus campos de pesquisa cient\u00edfica e atua\u00e7\u00e3o profissional e foi revisado por pares da mesma \u00e1rea t\u00e9cnica-cient\u00edfica da Unicamp. N\u00e3o, necessariamente, representam a vis\u00e3o da Unicamp. Essas opini\u00f5es n\u00e3o substituem conselhos m\u00e9dicos.<\/span><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/editorial\/\" role=\"button\"><br>editorial<br><\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 esquerda, equipe de pesquisadores do Centro de Pesquisa em Virologia da FMRP-USP a frente das pesquisas sobre Sars-Cov-2 e COVID-19. Dra. Marjorie est\u00e1 no centro da foto. \u00c0 direita, Pierina segurando uma plca de cultura de c\u00e9lulas. Arquivo pessoal. 2020. 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