{"id":2044,"date":"2020-12-11T12:24:55","date_gmt":"2020-12-11T15:24:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/?p=2044"},"modified":"2020-12-11T12:24:55","modified_gmt":"2020-12-11T15:24:55","slug":"e-aqueles-resultados-das-vacinas-parte-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clorofreela.com.br\/revistablogs\/2020\/12\/11\/e-aqueles-resultados-das-vacinas-parte-3\/","title":{"rendered":"E aqueles resultados das vacinas? (Parte 3)"},"content":{"rendered":"\n<p>Hoje vamos continuar a nossa s\u00e9rie de textos sobre os resultados que est\u00e3o saindo das vacinas candidatas para COVID-19. N\u00f3s j\u00e1 falamos sobre como funcionam as fases de testes delas, o que \u00e9 a sua efic\u00e1cia e a rela\u00e7\u00e3o disso com a mem\u00f3ria imunol\u00f3gica. Nesse post, n\u00f3s vamos falar (finalmente!) sobre os resultados em si. Isto \u00e9, o que eles significam para n\u00f3s, os pr\u00f3s e contras e os poss\u00edveis problemas relacionados com cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>E ent\u00e3o, o que s\u00e3o realmente esses resultados que est\u00e3o saindo?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Vamos detalhar um pouco sobre 3 vacinas: a Pfizer\/Biontech, Moderna e Astrazeneca\/Oxford e seus resultados. Depois compar\u00e1-las para, por fim, dos acordos brasileiros com cada uma delas. Lembrando que esta \u00faltima parte muda diariamente, em fun\u00e7\u00e3o dos resultados que v\u00eam saindo e prioridades do Governo Federal.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Pfizer\/Biontech<\/strong> <\/h4>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar, vamos falar da vacina da <strong>Pfizer\/Biontech<\/strong> <sup>1<\/sup>. Tanto aqui quanto nas outras, vamos ter de falar de n\u00fameros, mas prometo que ser\u00e1 r\u00e1pido. Ela foi testada em cerca de 43 mil pessoas. Sua efic\u00e1cia ficou em 95%. Isto \u00e9, de todos os 43 mil participantes do teste que tiveram Covid-19 (170 pessoas), somente 5% estavam no grupo que tinha recebido a vacina (8 pessoas). Al\u00e9m disso, 10 pessoas desenvolveram a forma grave da doen\u00e7a, mas somente 1 havia recebido a vacina (9 eram do grupo placebo). Isto demonstra uma efic\u00e1cia de 90% em reduzir a gravidade da forma de Covid-19 desenvolvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea n\u00e3o lembra da explica\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia, confere o nosso primeiro texto <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/e-aqueles-resultados-das-vacinas-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rea\u00e7\u00f5es, a vacina foi bem tolerada. Em uma an\u00e1lise pr\u00e9via feita pelos pesquisadores, os \u00fanicos efeitos adversos graves que as pessoas disseram ter sentido foram cansa\u00e7o e dor de cabe\u00e7a. E isto em uma pequena porcentagem dos casos. Alguns idosos reportaram febre e efeitos colaterais leves. Mas isso j\u00e1 era um resultado esperado e <strong>n\u00e3o compromete a seguran\u00e7a da vacina<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Moderna<\/h4>\n\n\n\n<p>A candidata da vacina da <strong>Moderna<\/strong> <sup>2,3<\/sup> foi testada em 30 mil pessoas nos Estados Unidos. Ela possui uma efic\u00e1cia muito parecido com a da Pfizer\/Biontech, de aproximadamente 94,1%. Ou seja, de todos as pessoas testadas 196 tiveram Covid-19, dessas somente 11 estavam no grupo que tinha recebido a vacina (5,9%).<\/p>\n\n\n\n<p> Houve tamb\u00e9m 30 pessoas que desenvolveram a forma severa da Covid-19, mas todos estavam no grupo placebo. Este dado demonstra uma efic\u00e1cia de 100% em proteger os pacientes imunizados de desenvolver a forma severa da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa vacina tamb\u00e9m foi bem tolerada e teve poucas rea\u00e7\u00f5es. Sendo que a grande maioria dos efeitos colaterais que foram reportados terem sido leves e moderados. Durante a aplica\u00e7\u00e3o da primeira dose, o \u00fanico efeito adverso grave que foi dito pelos pacientes foi a dor local da aplica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 ap\u00f3s a segunda dose, uma pequena quantidade de pacientes disseram ter tido cansa\u00e7o, dor muscular, dor nas juntas, dor de cabe\u00e7a, e vermelhid\u00e3o no local da inje\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Astrazeneca\/Oxford<\/h4>\n\n\n\n<p>Por fim, a vacina da <strong>Astrazeneca\/Oxford <sup>4,5<\/sup><\/strong> veio com resultados um pouco diferentes. A princ\u00edpio eles testaram duas dosagens diferentes para aplica\u00e7\u00e3o e cada uma delas teve uma efic\u00e1cia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pacientes que receberam uma meia-dose na primeira aplica\u00e7\u00e3o e uma dose inteira na segunda tiveram uma efic\u00e1cia de 90%. Enquanto os pacientes que receberam doses inteiras nas duas aplica\u00e7\u00f5es tiveram uma efic\u00e1cia de 62%. No total, a m\u00e9dia da efic\u00e1cia foi de 70%. Isto \u00e9, de todos os pacientes que foram testados 131 tiveram Covid-19. Mas destes somente 39 haviam recebido a vacina. Confuso? Sim! Todavia vamos explicar melhor isso daqui a pouco. Esses testes j\u00e1 foram feitos em 23 mil pessoas no Reino Unido, Brasil e \u00c1frica do Sul. No entanto, os pesquisadores esperam testar 60 mil pessoas at\u00e9 o fim do ano. Isso com testes que j\u00e1 est\u00e3o sendo conduzidos em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, Europa, \u00c1sia e \u00c1frica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m de acordo com os pesquisadores, a vacina foi bem tolerada por todos os grupos, mas eles n\u00e3o entraram em detalhes sobre os efeitos colaterais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>OK, muito bonito! Mas traduz pra mim: o tudo isso significa? Tem algum problema ou diferencial com alguma delas?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">As diferen\u00e7as entre as vacinas<\/h5>\n\n\n\n<p>Bem, a princ\u00edpio a primeira grande diferen\u00e7a entre as vacinas \u00e9 o tipo delas. Principalmente entre a da Pfizer\/Biontech e Moderna com a da Astrazeneca\/Oxford <sup>6<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das duas primeiras, o que \u00e9 injetado \u00e9 uma \u201creceita\u201d de como produzir a prote\u00edna Spike. Esta prote\u00edna est\u00e1 envolta por uma bolha de gordura. J\u00e1 no segundo caso, na vacina Astrazeneca\/Oxford, o que \u00e9 injetado \u00e9 um v\u00edrus que causa resfriado (adenov\u00edrus) em chimpanz\u00e9s. Mas \u00e9 importante ressaltar que o material gen\u00e9tico dele foi modificado. Com isso, este v\u00edrus modificado n\u00e3o consegue se multiplicar ou causar o resfriado. Al\u00e9m disso, ainda carrega as ordens de como produzir essa mesma prote\u00edna Spike. Em termos mais simples, esse v\u00edrus funciona como um \u201ccavalo de tr\u00f3ia\u201d para a receita da Spike. \u00c9 necess\u00e1rio dizer que nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de se preocupar com esse v\u00edrus, visto que n\u00e3o consegue se replicar dentro das nossas c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessa \u00f3bvio diferen\u00e7a, um grande ponto que vem sendo discutido \u00e9 em que temperatura essas vacinas precisam ser armazenadas. A candidata da Pfizer\/Biontech necessita de temperaturas pr\u00f3ximas do -70<sup>o<\/sup>C. Enquanto que a candidata da Moderna necessita de -20<sup>o<\/sup>C. J\u00e1 a Astrazeneca\/Oxford pode ficar armazenada em temperaturas entre 2-8<sup>o<\/sup>C. O grande motivo disso \u00e9 o tipo de tecnologia usada nas vacinas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A receita para produzir a prote\u00edna Spike<\/h4>\n\n\n\n<p>A \u201creceita\u201d, que comentamos mais cedo para produzir a Spike, \u00e9 o chamado RNA mensageiro (RNAm). Esta \u00e9 uma mol\u00e9cula facilmente degradada no ambiente. Um exemplo disso \u00e9 que na nossa l\u00e1grima, suor, saliva e outras secre\u00e7\u00f5es temos enzimas capazes de destru\u00ed-las. Como se n\u00e3o bastasse, ainda h\u00e1 a camada de gordura que recobre e protege esse RNA mensageiro que tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 muito est\u00e1vel. Por causa disso s\u00e3o necess\u00e1rias temperaturas t\u00e3o baixas. Pois assim essas enzimas s\u00e3o inativadas, e toda a estrutura do RNAm &#8211; al\u00e9m da capa de gordura &#8211; \u00e9 preservada <sup>7<\/sup>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na vacina da Astrazeneca\/Oxford, o que recobre o material gen\u00e9tico entregue para a c\u00e9lula \u00e9 a cobertura de um v\u00edrus comum (basicamente prote\u00ednas). E isto \u00e9 muito mais tolerante \u00e0 temperaturas mais altas. No fim, o impacto real disso ser\u00e1 na log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o das vacinas (que ser\u00e1 comentado mais \u00e0 frente).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Sobre os n\u00fameros de pacientes<\/h4>\n\n\n\n<p>Um outro ponto problem\u00e1tico vem sendo comentado entre cientistas <sup>8<\/sup>. A falta de clareza em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de pacientes nos resultados comentados pela Astrazeneca\/Oxford foi ponto de debate. Em especial comparado a Pfizer\/Biontech e Moderna. Principalmente referente aos pacientes que desenvolveram a forma severa da Covid-19 e a porcentagem de pacientes que tiveram sintomas colaterais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a principal quest\u00e3o que se discutiu h\u00e1 alguns dias foi referente ao problema de produ\u00e7\u00e3o das doses. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da fase 3 de testes da Astrazeneca\/Oxford <sup>9,10<\/sup>, fez com que uma porcentagem dos participantes recebesse uma primeira dose com meia dosagem. Isso ao inv\u00e9s de inteira, o que no fim das contas, se mostrou bem mais efetivo do que uma primeira dose completa. O motivo da resposta imune ter sido melhor \u00e9 desconhecido para a comunidade cient\u00edfica. Todavia, algumas hip\u00f3teses j\u00e1 est\u00e3o sendo pensadas. Por exemplo: um n\u00famero menor de v\u00edrus poderia estimular melhor um subgrupo de linf\u00f3citos T que auxiliam na gera\u00e7\u00e3o de anticorpos. Uma outra hip\u00f3tese em potencial debate sobre o desenvolvimento de uma resposta imune tamb\u00e9m contra o v\u00edrus \u201cCavalo de Tr\u00f3ia\u201d. Assim, essa resposta a ele pode ter camuflado a resposta contra a Spike em si <sup>11<\/sup>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>T\u00e1, e quanto elas v\u00e3o custar pra mim? O Brasil tem acordo com alguma dessas empresas?<\/strong>&nbsp;<\/h4>\n\n\n\n<p>A princ\u00edpio tem se falado que a vacina mais barata ser\u00e1 a da Astrazeneca\/Oxford. Inclusive, o Brasil tem acordos &#8211; ficando em torno de 3-4 d\u00f3lares por dose. J\u00e1 para a vacina da Moderna e da Pfizer\/Biontech tem se falado em aproximadamente 20 d\u00f3lares por dose. No entanto, pode chegar at\u00e9 a 32 ou 35 d\u00f3lares <sup>12,13<\/sup>. Para essas duas \u00faltimas, n\u00f3s n\u00e3o temos qualquer acordo, at\u00e9 o momento.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A da Pfizer\/Biontech precisar\u00e1 equipamentos muito mais caros para conseguirem ser armazenadas dos que as suas duas concorrentes. O que pode ser um problema para pa\u00edses subdesenvolvidos, visto que isso encarece o pre\u00e7o da dose (que comentaremos mais \u00e0 frente tamb\u00e9m)<\/p>\n\n\n\n<p>O grande motivo das candidatas da Moderna e Pfizer\/Biontech serem mais caras \u00e9 toda a log\u00edstica necess\u00e1ria para o transporte. No caso da PfizerBiontech, tamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o da necessidade de baix\u00edssimas temperaturas. Dessa forma, h\u00e1 um encarecimento do processo visto que \u00e9 preciso equipamentos bem mais caros para conseguir se armazenar as doses da vacina. Al\u00e9m disso, h\u00e1 todo um esfor\u00e7o da Universidade de Oxford para que a sua candidata seja vendida a custo de produ\u00e7\u00e3o. Especialmente durante essa fase mais dif\u00edcil da pandemia. Assim, pa\u00edses que n\u00e3o possuem condi\u00e7\u00f5es financeiras t\u00e3o favor\u00e1veis para a compra de vacinas mais caras, teriam acesso<sup>14<\/sup>.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong><a href=\"https:\/\/www.pfizer.com\/news\/press-release\/press-release-detail\/pfizer-and-biontech-conclude-phase-3-study-covid-19-vaccine\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pfizer and Biontech conclude phase 3 study of covid-19 vaccine candidate, meeting all primary efficacy endpoints<\/a><\/strong>. <\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/investors.modernatx.com\/news-releases\/news-release-details\/modernas-covid-19-vaccine-candidate-meets-its-primary-efficacy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Moderna\u2019s COVID-19 Vaccine Candidate Meets its Primary Efficacy Endpoint in the First Interim Analysis of the Phase 3 COVE Study<\/a><\/strong>. <\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/investors.modernatx.com\/news-releases\/news-release-details\/moderna-announces-primary-efficacy-analysis-phase-3-cove-study\/\">Moderna Announces Primary Efficacy Analysis in Phase 3 COVE Study for Its COVID-19 Vaccine Candidate and Filing Today with U.S. FDA for Emergency Use Authorization<\/a><\/strong><\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.astrazeneca.com\/media-centre\/press-releases\/2020\/azd1222hlr.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AZD1222 vaccine met primary efficacy endpoint in preventing COVID-19<\/a><\/strong> <\/li><li><strong><a href=\"https:\/\/www.ox.ac.uk\/news\/2020-11-23-oxford-university-breakthrough-global-covid-19-vaccine#\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Oxford University breakthrough on global COVID-19 vaccine<\/a><\/strong><\/li><li>Lowe, D (2020) <strong><a href=\"https:\/\/blogs.sciencemag.org\/pipeline\/archives\/2020\/06\/29\/coronavirus-vaccine-update-june-29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coronavirus Vaccine Update, July 7<\/a><\/strong>. <\/li><li>Kaiser, J (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/11\/temperature-concerns-could-slow-rollout-new-coronavirus-vaccines\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Temperature concerns could slow the rollout of new coronavirus vaccines<\/a>.<\/strong> <\/li><li>Booth, W, Johnson, CY (2020) <a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/astrazeneca-vaccine-effective-coronavirus\/2020\/11\/23\/fa2ad7b6-2d69-11eb-9dd6-2d0179981719_story.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>AstraZeneca coronavirus vaccine up to 90% effective and easily transportable, <\/strong><\/a><strong><a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/astrazeneca-vaccine-effective-coronavirus\/2020\/11\/23\/fa2ad7b6-2d69-11eb-9dd6-2d0179981719_story.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">company<\/a><\/strong><a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/world\/astrazeneca-vaccine-effective-coronavirus\/2020\/11\/23\/fa2ad7b6-2d69-11eb-9dd6-2d0179981719_story.html\"><strong> says<\/strong><\/a><strong>. <\/strong><\/li><li>Cohen, J (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2020\/11\/after-dosing-mix-latest-covid-19-vaccine-success-comes-big-question-mark\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">After dosing mix-up, latest COVID-19 vaccine success comes with big question mark<\/a>.<\/strong>  <\/li><li>The Guardian (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/uk-news\/2020\/nov\/23\/oxford-covid-vaccine-hit-90-success-rate-thanks-to-dosing-error\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Oxford Covid vaccine hit 90% success rate thanks to dosing error<\/a>.<\/strong> <\/li><li>Callaway, E (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/d41586-020-03326-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Why Oxford\u2019s positive COVID vaccine results are puzzling scientists<\/a>, <\/strong>Nature. <\/li><li>New York Times (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2020\/11\/16\/health\/Covid-moderna-vaccine.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Early Data Show Moderna\u2019s Coronavirus Vaccine Is 94.5% Effective<\/a><\/strong> <\/li><li>The Guardian (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2020\/nov\/23\/oxford-astrazeneca-covid-vaccine-everything-we-know-so-far\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Oxford AstraZeneca Covid vaccine: everything we know so far<\/a>. <\/strong><\/li><li>The Guardian (2020) <strong><a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/global-development\/2020\/nov\/23\/oxford-astrazeneca-results-covid-vaccine-developing-countries\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Oxford AstraZeneca vaccine to be sold to developing countries at cost price<\/a>.<\/strong> <\/li><\/ol>\n\n\n\n<p>Este texto \u00e9 original e escrito com exclusividade para o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Especial Covid-19<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/elementor\/thumbs\/logo_-onj4s5m6vf0hml07f9yn7c6a77kn5fk3fpbt3dhc00.png\" alt=\"logo_\" title=\"logo_\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os argumentos expressos nos posts deste especial s\u00e3o dos pesquisadores. Dessa forma, os textos foram produzidos a partir de campos de pesquisa cient\u00edfica e atua\u00e7\u00e3o profissional dos pesquisadores e foi revisado por pares da mesma \u00e1rea t\u00e9cnica-cient\u00edfica da Unicamp. Assim, n\u00e3o, necessariamente, representam a vis\u00e3o da Unicamp e essas opini\u00f5es n\u00e3o substituem conselhos m\u00e9dicos.<\/h4>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/editorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><br>editorial<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje vamos continuar a nossa s\u00e9rie de textos sobre os resultados que est\u00e3o saindo das vacinas candidatas para COVID-19. N\u00f3s j\u00e1 falamos sobre como funcionam as fases de testes delas, o que \u00e9 a sua efic\u00e1cia e a rela\u00e7\u00e3o disso com a mem\u00f3ria imunol\u00f3gica. Nesse post, n\u00f3s vamos falar (finalmente!) sobre os resultados em si. 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