{"id":2085,"date":"2021-01-07T02:32:29","date_gmt":"2021-01-07T05:32:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/?p=2085"},"modified":"2021-01-07T02:32:29","modified_gmt":"2021-01-07T05:32:29","slug":"vacinas-se-eu-quiser-eu-tomo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clorofreela.com.br\/revistablogs\/2021\/01\/07\/vacinas-se-eu-quiser-eu-tomo\/","title":{"rendered":"Vacinas: se eu quiser eu tomo!"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando lemos sobre vacinas, temos visto um acirrado debate acerca de sua obrigatoriedade e as a\u00e7\u00f5es do governo para garantir a vacina\u00e7\u00e3o a todos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 toda uma pol\u00eamica sobre o r\u00e1pido desenvolvimento das vacinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, hoje gostar\u00edamos de falar de outra quest\u00e3o. Pois, talvez seja pouco compreendido (ou falado?) sobre como vacinas se transformaram, no mundo, em grandes ferramentas e estrat\u00e9gias por aliarem um conjunto enorme de \u00e1reas cient\u00edficas: estat\u00edstica, epidemiologia, virologia, biologia molecular, gen\u00e9tica, demografia, geografia, ci\u00eancias sociais, educa\u00e7\u00e3o\u2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Vamos falar sobre Sa\u00fade P\u00fablica e vacinas?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2020\/08\/vacinas.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1633\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Situar a import\u00e2ncia do advento das vacinas e a sua rela\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade p\u00fablica, coletiva e individual torna-se fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>A sa\u00fade \u00e9 um conceito complexo, que n\u00e3o se resume a ter uma doen\u00e7a ou \u00e0 aus\u00eancia de sintomas. Para a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, <strong>Sa\u00fade<\/strong> \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de \u201cbem estar f\u00edsico e mental\u201d. E esta no\u00e7\u00e3o engloba uma s\u00e9rie de fatores que falam mais do que termos sintomas espec\u00edficos de alguma patologia. Este conceito aponta para, al\u00e9m de n\u00e3o termos sintomas, nos sentirmos bem (em aspectos amplos) conosco mesmos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta vis\u00e3o, no entanto, aponta para uma quest\u00e3o que \u00e9 individual &#8211; ela conceitua a partir de um indiv\u00edduo consigo mesmo. A ideia de Sa\u00fade P\u00fablica, no entanto, precisa de outros indicadores. Quando falamos de sa\u00fade aqui no blogs, n\u00e3o estamos nos limitando \u00e0 ideia de \u201caus\u00eancia de doen\u00e7as\u201d, seja no n\u00edvel individual, seja populacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a sa\u00fade representa bem mais do que um ato m\u00e9dico &#8211; e n\u00e3o se limita ao saber deste profissional. Temos visto nestes tempos de Covid-19 profissionais biom\u00e9dicos, farmac\u00eauticos, qu\u00edmicos, bi\u00f3logos, economistas, cientistas pol\u00edticos e sociais, educadores, enfermeiros, historiadores falando sobre o tema a partir de diferentes pontos de vista e &#8211; cada um dentro de sua \u00e1rea &#8211; nos ajudando a entender tudo o que temos vivido sobre esta doen\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m temos que compreender que a sa\u00fade, n\u00e3o apenas pensando sobre o \u201cbem estar f\u00edsico e mental\u201d, como preconiza a OMS, mas de como uma popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 vivenciando seu cotidiano &#8211; e como podemos observar estas viv\u00eancias a fim de aumentar sua qualidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ah t\u00e1, quer dizer agora que eu tenho que pensar em todo o mundo da popula\u00e7\u00e3o&#8230;<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2020\/09\/Copia-de-coroninhas1-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1742\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Calma! N\u00e3o \u00e9 que tenhamos que pensar em <em>todo o mundo<\/em>. Mas ao falar de sa\u00fade p\u00fablica estamos tratando de <em>popula\u00e7\u00e3o<\/em> &#8211; que \u00e9 o <em>conjunto de indiv\u00edduos que vivem em um determinado territ\u00f3rio<\/em> (cidade, estado, pa\u00eds, por exemplo\u2026).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a quest\u00e3o \u00e9 bem mais abrangente do que pode parecer! A ideia de popula\u00e7\u00e3o \u00e9 recente em nossa hist\u00f3ria ocidental. \u201cPopula\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 um conceito que se relaciona, conceitualmente, \u00e0 no\u00e7\u00e3o de <strong>estat\u00edstica.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\">Como assim?<\/h5>\n\n\n\n<p>\u00c9 isso mesmo que tu leste! Popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma ideia \u201cnatural\u201d e que sempre existiu em nossa civiliza\u00e7\u00e3o. Esse conceito tornou-se presente vinculado a c\u00e1lculos que <em>mensuram<\/em> indiv\u00edduos a partir de caracter\u00edsticas espec\u00edficas. Isto \u00e9, quando come\u00e7amos a calcular <strong>unidades<\/strong>, a partir de <strong>similaridades <\/strong>que busc\u00e1vamos entender. Por exemplo<strong>:<\/strong> quantidades de nascimentos <em>em uma determinada regi\u00e3o <\/em>(uma cidade, por exemplo). Quantidade de mortes, nesta mesma regi\u00e3o. Sobre as mortes, al\u00e9m de quantas mortes, do que ser\u00e1 que estas pessoas morreram? Adoecimentos por patologias definidas, acidentes, assassinatos?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do s\u00e9culo XVII, embora mais presente no s\u00e9culo XVIII, a estat\u00edstica come\u00e7a a tornar-se uma ferramenta central para governar popula\u00e7\u00f5es, compreender a vida em sociedade e planejar em curto, m\u00e9dio e longo prazo como a vida dessa popula\u00e7\u00e3o, em um determinado espa\u00e7o, deve acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s conhecemos a ferramenta do CENSO, por exemplo, pesquisa feita pelo IBGE no Brasil, para levantar dados de como nossa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 naquele momento. Pois bem, como o CENSO \u00e9 feito de maneira regular, temos ao longo do tempo indicadores que nos permitem avaliar como a nossa popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 no momento em que o censo foi feito, mas tamb\u00e9m como foi se modificando ao longo das d\u00e9cadas e s\u00e9culos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tudo bem. Mas o que isso tem a ver com a vacina\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2020\/08\/vacinas2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1634\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Tu podes estar te perguntando \u201caonde mesmo esse post vai parar\u201d. Pois bem\u2026 Quando falamos de sa\u00fade, censo, estat\u00edstica, popula\u00e7\u00e3o estamos falando de aspectos da sa\u00fade p\u00fablica e de conhecimentos t\u00e9cnicos que servem para <em>governar<\/em> uma popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas pessoas t\u00eam falado sobre a vacina\u00e7\u00e3o ser um ato individual e que cabe a cada um decidir por si se vai ou n\u00e3o se vacinar. Tamb\u00e9m andamos escutando que a vacina n\u00e3o deve ser obrigat\u00f3ria e tudo mais\u2026 Falas como:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-accent-background-color has-text-color has-background\" style=\"color:#00242e\">\u201c<strong>eu vou me vacinar e a\u00ed est\u00e1 tudo bem no mundo, azar de quem n\u00e3o quer ou n\u00e3o pode<\/strong>\u201d<br>ou<br>\u201c<strong>eu j\u00e1 peguei Covid-19 e n\u00e3o preciso mais me preocupar com medidas sanit\u00e1rias, nem com a vacina no pa\u00eds<\/strong>\u201d<br>ou ainda<br>\u201c<strong>eu n\u00e3o quero me vacinar, \u00e9 um direito individual meu!<\/strong>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quando temos uma situa\u00e7\u00e3o como a que estamos vivendo &#8211; de uma pandemia &#8211; ou de doen\u00e7as que acometem uma parcela GRANDE de pessoas, temos alguns debates \u00e9ticos fundamentais. A vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 um destes pontos de embates<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os atos individuais sejam importantes e fundamentais para terem seus direitos resguardados, a seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo que pode ser negligenciado por governos. Desta forma, um governo precisa, simultaneamente, respeitar sim as individualidades, mas fundamentalmente ter a maior quantidade de ferramentas poss\u00edveis para proporcionar sa\u00fade e seguran\u00e7a <em>a todos os indiv\u00edduos de uma popula\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">hm, sei&#8230;<\/h6>\n\n\n\n<p>J\u00e1 comentamos anteriormente que a estat\u00edstica \u00e9 uma ferramenta para compreender e gerenciar a popula\u00e7\u00e3o. A partir dos c\u00e1lculos estat\u00edsticos, n\u00f3s conseguimos saber, por exemplo, quantas pessoas precisam ser vacinadas para que determinadas doen\u00e7as <em>n\u00e3o se espalhem em uma determinada regi\u00e3o<\/em>. Isto quer dizer que existem c\u00e1lculos que nos permitem avaliar a quantidade de vacinas que aplicaremos, quais grupos mais emergenciais para serem vacinados primeiro <em>para que a menor quantidade de pessoas poss\u00edvel seja contaminada e a doen\u00e7a pare de circular em nossa cidade, estado ou pa\u00eds<\/em>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Claro que tomar vacina, como indiv\u00edduo, diminui drasticamente as chances deste indiv\u00edduo adoecer. E isso \u00e9 <em>importante<\/em> para este indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a vacina\u00e7\u00e3o \u00e9 um ato de <em>sa\u00fade p\u00fablica<\/em>. Ela funciona n\u00e3o apenas para que UMA pessoa n\u00e3o adoe\u00e7a. Vacinas s\u00e3o conhecimento cient\u00edfico, desenvolvido para <em>conter<\/em> doen\u00e7as simultaneamente <em>em indiv\u00edduos<\/em> e <em>em popula\u00e7\u00f5es<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 conten\u00e7\u00e3o populacional pois quando <em>muitos indiv\u00edduos s\u00e3o vacinados<\/em>, cada vez menos os v\u00edrus t\u00eam pessoas para contaminar. Quando algu\u00e9m se contamina, o v\u00edrus fica limitado \u00e0quela pessoa e n\u00e3o consegue contaminar mais gente ao redor.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cobertura vacinal<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>\u00c9 isto que temos chamado de <em>cobertura vacinal<\/em>: a porcentagem de pessoas, em uma popula\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o <em>cobertas<\/em> pela vacina (tomaram vacina, portanto).<\/p>\n\n\n\n<p>Temos visto uma queda na cobertura vacinal em v\u00e1rias vacinas. Se olharmos o Data SUS, veremos que, por exemplo, Hepatite B em crian\u00e7as de at\u00e9 30 dias, tinha uma cobertura vacinal de 90,93% em 2015. Em 2019 tivemos uma cobertura vacinal de 78,57%. No ano de 2020 tivemos uma queda ainda maior, chegando \u00e0 59,30%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Poliomelite (tamb\u00e9m conhecida como paralisia infantil) foi uma das grandes conquistas de erradica\u00e7\u00e3o via vacinas. No ano 2000, t\u00ednhamos uma cobertura vacinal de 101,44%, em 2010 t\u00ednhamos a cobertura em 99,35%. Entretanto, o ano de 2020 esta cobertura vacinal caiu para 72,74%!<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, doen\u00e7as que eram consideradas erradicadas <em>podem sim retornar e circular em nossa popula\u00e7\u00e3o! <\/em>A hesita\u00e7\u00e3o em tomar vacina \u00e9 caracter\u00edstica e t\u00eam ganhado for\u00e7a no Brasil e no mundo. Sato aponta que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAs consequ\u00eancias s\u00e3o as frequentes epidemias de doen\u00e7as imunopreven\u00edveis, como sarampo e coqueluche que ocorrem atualmente em todo o mundo, e a amea\u00e7a da reintrodu\u00e7\u00e3o da poliomielite em regi\u00f5es nas quais j\u00e1 foi eliminada. Na Europa, nos primeiros oito meses de 2018 ocorreram mais de 41.000 casos de sarampo. Nos Estados Unidos, propor\u00e7\u00e3o substancial dos casos de sarampo ocorreu em indiv\u00edduos intencionalmente n\u00e3o vacinados. Da mesma forma, a hesita\u00e7\u00e3o vacinal tamb\u00e9m desempenhou um papel importante no ressurgimento da coqueluche, apesar de ser atribu\u00eddo \u00e0 perda de imunidade\u201d.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>E a Covid-19?<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Estamos falando de um protocolo de vacina\u00e7\u00e3o que esta rec\u00e9m iniciando. As pesquisas realizadas para o coronav\u00edrus, claro, s\u00e3o recentes (uma vez que a doen\u00e7a \u00e9 nova). Mas as tecnologias desenvolvidas para estas vacinas s\u00e3o antigas conhecidas das ci\u00eancias. Assim, as etapas de testes de seguran\u00e7a e efic\u00e1cia foram cumpridas e, refor\u00e7amos, a vacina n\u00e3o \u00e9 um ato <em>para quem toma ficar protegido<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tomarmos a decis\u00e3o de <em>n\u00e3o nos vacinarmos<\/em>, n\u00e3o \u00e9 apenas n\u00f3s como indiv\u00edduos que corremos o risco. Ou seja, \u00e9 abrirmos corredores dentro da popula\u00e7\u00e3o para o v\u00edrus circular e permanecer adoecendo mais e mais pessoas. N\u00e3o \u00e9 adoecermos amanh\u00e3: \u00e9 um ato de deixar o v\u00edrus sobreviver por anos, circulando e adoecendo a popula\u00e7\u00e3o. Mais do que isso: matando e ocupando leitos hospitalares, trazendo custos sociais elevad\u00edssimos, para algo que \u00e9 fundamentalmente evit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 demasiadamente importante incorporar-se \u00e0 luta pela vacina\u00e7\u00e3o. Cobrar para que ela seja aplicada <em>na popula\u00e7\u00e3o, <\/em>com campanhas de massa, respeitando os grupos de riscos &#8211; no pr\u00f3ximo post falaremos mais sobre isto e por que motivo defendemos que ela seja <em>p\u00fablica, gratuita, via SUS e feita de modo \u00e1gil e coordenado pelo governo federal, estadual e municipal<\/em>, com apoio de todos os setores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais:&nbsp;<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (BR), <a href=\"http:\/\/www2.datasus.gov.br\/DATASUS\/index.php\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Departamento de Inform\u00e1tica do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (DATASUS). Informa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade (TABNET)<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Moran-Gilad J, Kaliner E, Gdalevich M, Grotto I (2016) <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.cmi.2016.06.018\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Public health response to the silent reintroduction of wild poliovirus to Israel, 2013-2014<\/a>. <em>Clin Microbiol Infect<\/em>, 22 Suppl 5:S140-5<\/p>\n\n\n\n<p>Phadke VK, Bednarczyk RA, Salmon DA, Omer SB (2016) <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1001\/jama.2016.1353\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Association between vaccine refusal and vaccine-preventable diseases in the United States: a review of measles and pertussis<\/a>. <em>JAMA.<\/em> 2016;315(11):1149-58.<\/p>\n\n\n\n<p>Sato, Ana Paula Sayuri (2018) <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.11606\/S1518-8787.2018052001199\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">What is the importance of vaccine hesitancy in the drop of vaccination coverage in Brazil?<\/a> <strong>Revista de Sa\u00fade P\u00fablica<\/strong>, v52, 96<\/p>\n\n\n\n<p>Senra, Nelson de Castro. (1999). <a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0100-19651999000200004\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Informa\u00e7\u00e3o estat\u00edstica: pol\u00edtica, regula\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o<\/a>. <em>Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o<\/em>, <em>28<\/em>(2), 124-135.<a href=\"https:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0100-19651999000200004\">&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>SENRA, Nelson (2008) <a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?pid=S0104-59702008000200011&amp;script=sci_abstract&amp;tlng=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pesquisa hist\u00f3rica das estat\u00edsticas: temas e fontes<\/a>, Hist\u00f3ria, Ci\u00eancias, Sa\u00fade \u2013 Manguinhos, Rio de Janeiro, v15, n2,p.411-425.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Senra, Nelson (2018) <a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/estatisticaesociedade\/article\/view\/88248\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Da DGE at\u00e9 hoje, com o IBGE, uma sucess\u00e3o em linha reta <\/a>Estad\u00edstica y Sociedad, M\u00e9xico, p.56-81, n.5 Noviembre. 2018<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Outras postagens do blogs sobre vacinas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/category\/vacinas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Especial Covid-19: vacinas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Este texto \u00e9 original e escrito com exclusividade para o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Especial Covid-19<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/elementor\/thumbs\/logo_-onj4s5m6vf0hml07f9yn7c6a77kn5fk3fpbt3dhc00.png\" alt=\"logo_\" title=\"logo_\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os argumentos expressos nos posts deste especial s\u00e3o dos pesquisadores. Dessa forma, os textos foram produzidos a partir de campos de pesquisa cient\u00edfica e atua\u00e7\u00e3o profissional dos pesquisadores e foi revisado por pares da mesma \u00e1rea t\u00e9cnica-cient\u00edfica da Unicamp. Assim, n\u00e3o, necessariamente, representam a vis\u00e3o da Unicamp e essas opini\u00f5es n\u00e3o substituem conselhos m\u00e9dicos.<\/h4>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/editorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><br>editorial<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando lemos sobre vacinas, temos visto um acirrado debate acerca de sua obrigatoriedade e as a\u00e7\u00f5es do governo para garantir a vacina\u00e7\u00e3o a todos. Al\u00e9m disso, h\u00e1 toda uma pol\u00eamica sobre o r\u00e1pido desenvolvimento das vacinas. Todavia, hoje gostar\u00edamos de falar de outra quest\u00e3o. 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