{"id":2274,"date":"2021-03-03T00:39:30","date_gmt":"2021-03-03T03:39:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/?p=2274"},"modified":"2021-03-03T00:39:30","modified_gmt":"2021-03-03T03:39:30","slug":"como-a-percepcao-do-risco-afeta-nosso-comportamento-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clorofreela.com.br\/revistablogs\/2021\/03\/03\/como-a-percepcao-do-risco-afeta-nosso-comportamento-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Como a percep\u00e7\u00e3o do risco afeta nosso comportamento na pandemia?"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right\" style=\"font-size:12px\"><em>Texto escrito por Marco Antonio Coelho Bortoleto<\/em>*<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viver com a imin\u00eancia do risco&nbsp;<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O risco representa um elemento da vida, uma amea\u00e7a, um impulsionador, uma raz\u00e3o para pens\u00e1-la. Da filosofia cl\u00e1ssica \u00e0 ci\u00eancia moderna o risco vem sendo objeto de in\u00fameras reflex\u00f5es. E, algumas situa\u00e7\u00f5es acabam ampliando nossa aten\u00e7\u00e3o sobre o risco, como vem sendo o caso do atual per\u00edodo da pandemia Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Como vemos cotidianamente, podemos analisar o risco nas suas mais variadas dimens\u00f5es (econ\u00f4mica, reconhecimento social, sa\u00fade, \u00eaxito profissional, etc)<sup>1<\/sup>. Nos interessa aqui, tratar do risco \u00e0 integridade\/manuten\u00e7\u00e3o do estado de bem estar e da pr\u00f3pria vida. Uma conversa que perpassa, portanto, a no\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, de preven\u00e7\u00e3o, controle e mitiga\u00e7\u00e3o do risco, que em conjunto comp\u00f5em um sub-campo denominado gest\u00e3o do risco.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2021\/03\/Risco.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2283\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sociologia do risco<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Nesse ainda efervescente contexto pand\u00eamico, a sociologia do risco emerge como uma possibilidade<sup>2<\/sup>. Mais ainda, a no\u00e7\u00e3o de PERCEP\u00c7\u00c3O DO RISCO t\u00e3o relevante para essa \u00e1rea do conhecimento, pode ajudar a melhor entender o modo individual (cada um de n\u00f3s) e coletivo (grupos sociais) com que as pessoas vivem a amea\u00e7a viral e como constroem e reconstroem seu enfrentamento.<\/p>\n\n\n\n<p>De entrada vemos polariza\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0quelas j\u00e1 encontradas nas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, mostrando algumas pessoas\/grupos despreocupadas (ao menos discursivamente), outras atentas e buscando atender \u00e0s medidas de conten\u00e7\u00e3o\/preven\u00e7\u00e3o e, por fim, outras oscilando entre um lado ou outro. Assim, discursos e comportamentos refletem desde a percep\u00e7\u00e3o de uma gripezinha at\u00e9 mesmo a hipertrofia do medo com crises de p\u00e2nico e depress\u00e3o. Um problema de sa\u00fade p\u00fablica, como poucos que j\u00e1 vivemos. Eis a raz\u00e3o que explicaria que tantos profissionais e ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam abordado o fato!<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2021\/03\/mascaras.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2282\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Um olhar atento \u00e0 complexidade do risco, pode revelar o que est\u00e1 nas entrelinhas do reconhecimento e o trato do risco. A an\u00e1lise dos m\u00faltiplos indicadores (objetivos e subjetivos) faz-se necess\u00e1ria e, como temos visto, pode variar muito entre profissionais (especialistas) e tamb\u00e9m entre a popula\u00e7\u00e3o em geral. Ali\u00e1s, opinar \u00e9 importante, ao revelar o grau de liberdade e de exist\u00eancia numa sociedade democr\u00e1tica, contudo, eleva o grau de risco uma vez que proliferam todos os tipos de an\u00e1lises, criando, com frequ\u00eancia, um estado de confus\u00e3o ainda maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, quer seja utilizando ferramentas estat\u00edsticas, m\u00e9todos de prospec\u00e7\u00e3o probabil\u00edsticos, ou mesmo, opini\u00f5es fundadas em preceitos religiosos e de sentido comum, o que observamos \u00e9 um sem fim de comportamentos refor\u00e7ando ou criticando\/negando o risco da pandemia. Enganam-se aqueles que acham que somente os \u201cleigos\u201d erram, ou que os especialistas sempre acertam. H\u00e1 muito risco &#8211; explicado pela epidemiologia dos acidentes &#8211; no ambiente dom\u00e9stico, na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos por vias pr\u00f3ximas e conhecidas, na conduta&nbsp; do trabalhador experiente. E, certamente h\u00e1 muito ainda que aperfei\u00e7oar nos modelos e algoritmos que utilizamos para predizer a din\u00e2mica de um fen\u00f4meno t\u00e3o complexo quanto essa pandemia, como todos vimos acontecer ao longo de d\u00e9cadas com os dispositivos utilizados para previs\u00e3o meteorol\u00f3gica, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Percebendo o risco &#8211; estamos diante de um dilema<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>\u00c9 precisamente, a Percep\u00e7\u00e3o do Risco, que nos ajuda a refletir em como, entre outras coisas, alguns pesquisadores e profissionais da sa\u00fade \u2013 que se enquadram na categoria de especialistas \u2013 seguem negando a pandemia, sua amplitude bem como alguns ou todos os mecanismos preventivos adotados pelas autoridades. Ou, tamb\u00e9m, como amigos, pessoas pr\u00f3ximas e familiares divergem tanto um dos outros nesse tema. Esse dilema, nos apresentou mais uma CRISE, que j\u00e1 tinha sido notada no campo da pol\u00edtica-eleitoral recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a nega\u00e7\u00e3o ou a minimiza\u00e7\u00e3o do risco pode converter-se num comportamento de risco: ou seja, em condutas que podem ampliar o risco j\u00e1 elevado e, suas consequ\u00eancias. Pior, ainda que eu queira ser esperan\u00e7oso, muitas vezes, a tentativa de esconder ou infra valorizar o risco representa uma estrat\u00e9gia que visa redirecionar a aten\u00e7\u00e3o para outras dimens\u00f5es da vida individual ou social (econ\u00f4mica, pol\u00edtica, \u00e9tica, laboral, afetiva, \u2026). o referido comportamento de ignorar e\/ou minimizar o risco j\u00e1 foi amplamente observado &#8211; no campo da sociologia &#8211; quando um conjunto de pessoas experienciaram o estado de guerra por um tempo prolongado, ou quando enfrentam uma pandemia, como a do v\u00edrus HIV. Temos, ent\u00e3o, mais um indicador que contribui para entender o que temos visto Brasil afora, ap\u00f3s um ano de pandemia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe relembrar que n\u00e3o \u00e9 uma novidade a prolifera\u00e7\u00e3o de frases de efeito, para combater o risco, como, por exemplo: \u201cprecisamos viver\u201d, \u201cabram tudo\u201d, \u201capenas alguns v\u00e3o morrer\u201d, \u201c\u00e9 melhor enfrentar o v\u00edrus de peito aberto do que fugir dele\u201d, \u201cessa doen\u00e7a \u00e9 para os fracos\u201d, \u2026&nbsp; um discurso forte, repetido e maquiado por agumentos supostamente v\u00e1lidos, pode assumir o controle do comportamento de algumas pessoas e, algumas vezes, das massas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2021\/03\/Risco1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-2284\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em poucas palavras, notamos que a percep\u00e7\u00e3o do risco &#8211; como constru\u00e7\u00e3o subjetiva &#8211; pode variar significativamente, considerando o qu\u00e3o distante estamos do problema (o imaginamos estar), quais informa\u00e7\u00f5es temos sobre os riscos, quanto temos a perder, entre outros aspectos. Com efeito, a opini\u00e3o de uma pessoa, pode, quando reverberada nos meios e com a for\u00e7a adequada, tornar-se uma percep\u00e7\u00e3o coletiva. Por isso, o poder conferido \u00e0s autoridades e, de certa forma tod@s @s internautas das redes e dos apps, representam, na atualidade, um poderoso mediador dessas percep\u00e7\u00f5es. Por conseguinte, relevantes indicadores para a sociologia do risco.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Controlar o risco &#8211; mais que uma op\u00e7\u00e3o, uma necessidade<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>A mesma sociologia do risco indica que, a observa\u00e7\u00e3o dos fatos (acidentes, epidemias, les\u00f5es, &#8230;) e dos comportamentos, constituem uma boa metodologia para o controle do risco. Aprendemos, pois, que a busca por mecanismos redundantes de verifica\u00e7\u00e3o (medir a temperatura, testagem em massa, \u2026). Possuir uma \u201cc\u00f3pia de seguran\u00e7a\u201d, solicitar uma segunda opini\u00e3o no diagn\u00f3stico, verificar a informa\u00e7\u00e3o em outra fonte, exigir um segundo laudo pericial, utilizar outra ferramenta\/algoritmo para os c\u00e1lculos, s\u00e3o alguns dos mecanismos de redund\u00e2ncia empregados em distintas \u00e1reas. Deixar de realizar essas opera\u00e7\u00f5es, como usar outro amigo do mesmo grupo do whatsapp pode, pelo contr\u00e1rio, promover a confirma\u00e7\u00e3o de um diagn\u00f3stico equivocado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a instaura\u00e7\u00e3o de um olhar complexo incluindo vari\u00e1veis biol\u00f3gicas\/gen\u00e9ticas, psicol\u00f3gicas, afetivas, econ\u00f4mica e sociais, s\u00e3o fundantes para a constitui\u00e7\u00e3o de uma \u201ccultura de seguran\u00e7a\u201d que, mesmo incapaz de extinguir o risco pode ajudar na instaura\u00e7\u00e3o de um controle amplo e toler\u00e1vel, oferecendo condi\u00e7\u00f5es para a normaliza\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, os protocolos sanit\u00e1rios (uso de EPI, verifica\u00e7\u00e3o constante dos avan\u00e7os farmacol\u00f3gicos e procedimentais, emprego amplo da vacina\u00e7\u00e3o, \u2026) s\u00e3o empregados como modelos a serem seguidos. Isto \u00e9, s\u00e3o necess\u00e1rios para enfrentar o caos que temos observado nos discursos e nas pr\u00e1ticas de governantes, gestores, especialistas e da comunidade em geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O controle do risco, por meio de mecanismos preventivos e sua consequente amplia\u00e7\u00e3o do estado de seguran\u00e7a, \u00e9 apontado pela sociologia e com forte apoio das pesquisas em Sa\u00fade P\u00fablica e Economia, como uma a\u00e7\u00e3o mais efetiva. O tratamento, uma vez instaurado o problema (o cont\u00e1gio pelo v\u00edrus nesse caso), \u00e9 mais oneroso, lento e exigente, ampliando os sacrif\u00edcios pessoais e institucionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso posto, mesmo n\u00e3o existindo uma solu\u00e7\u00e3o simples, pragm\u00e1tica e r\u00e1pida, apesar da urg\u00eancia e gravidade da situa\u00e7\u00e3o, fomentar os procedimentos de controle do risco representa uma miss\u00e3o de todos, principalmente das autoridades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2021\/03\/iso-31000-gestao-de-riscos-capa-blogpost-1024x640-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2277\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Comportamento de risco &#8211; ponderando sobre nossas decis\u00f5es<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Devemos entender que nossas decis\u00f5es e, por consequ\u00eancia, nosso comportamento na esfera \u00edntima e, especialmente, na p\u00fablica, n\u00e3o deveria balizar-se numa conduta de risco deliberado como numa APOSTA<sup>3<\/sup>. Perder, quando a integridade da vida \u00e9 o que se est\u00e1 apostando, pode representar o fim, uma trag\u00e9dia para n\u00f3s e\/ou para muitos que convivem conosco. Sendo assim, \u201capostar\u201d no n\u00e3o uso da m\u00e1scara em meio a tantas evid\u00eancias de sua efic\u00e1cia no controle (diminui\u00e7\u00e3o) do cont\u00e1gio, representa um bom exemplo de comportamento de risco. Uma clara sinaliza\u00e7\u00e3o de estarmos subestimando o risco real por raz\u00f5es que carecem de comprova\u00e7\u00e3o factual, como j\u00e1 mencionamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse e outros comportamentos que negam a magnitude da atual pandemia mundial, v\u00eam construindo uma percep\u00e7\u00e3o turva dos riscos<sup>4<\/sup>, um cen\u00e1rio confuso que entorpece as decis\u00f5es (individuais e coletivas), ao ponto de ignorar muitas das estrat\u00e9gias preventivas, como o isolamento social, a higieniza\u00e7\u00e3o recorrente das m\u00e3os, entre outras<sup>5<\/sup>. Constitui-se, dessa forma, um cen\u00e1rio favor\u00e1vel para a emerg\u00eancia de diferentes condutas de risco <sup>2<\/sup>, muitas vezes inadvertidas e que ignoram o risco e suas consequ\u00eancias para a vida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/2021\/03\/close-up-mao-segurando-cerca-arame-farpado-contra-natureza-experiencia-verde_38678-2218.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2280\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O controle do risco \u00e9, com frequ\u00eancia, mais eficiente quando realizado com m\u00faltiplos agentes, estando ainda baseado em distintas perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas. A preven\u00e7\u00e3o, como estrat\u00e9gia, costuma ser mais barata e eficiente, do que a remedia\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 dissemos. Consequentemente, a implementa\u00e7\u00e3o de procedimentos avaliativos e preventivos que contribuam para minimizar os riscos e aumentar o controle de seguran\u00e7a, torna-se um empreendimento de co-responsabilidade (individual-coletivo). Em suma, um dever de tod@s!<\/p>\n\n\n\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o, condutas temer\u00e1rias, como a de publicar ou reverberar informa\u00e7\u00f5es d\u00fabias, fake news ou mesmo narrativas representam um ato de constru\u00e7\u00e3o de uma percep\u00e7\u00e3o negacionista do risco, ampliam nossa dificuldade de afrontar a pandemia. O mesmo se aplicaria \u00e0 condutas como dirigir embriagado, n\u00e3o utilizar EPI em trabalhos que os exijam, indicar medica\u00e7\u00e3o sem o devido diploma para tal, dentre tantas outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que o risco n\u00e3o deve ser encarado como um aspecto negativo, como algo RUIM, mas como uma dimens\u00e3o da vida que pode ajudar na sua manuten\u00e7\u00e3o. Reconhecendo sua natureza ambivalente<sup>6<\/sup>. Por isso, numa sociedade superprotetora parece-me ainda mais urgente, rever o processo de educa\u00e7\u00e3o do RISCO, nem subestimando-o, nem promovendo a hipertrofia do medo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fica patente que a gest\u00e3o do risco deve integrar todos, mostrando que somos CO-RESPONS\u00c1VEIS, individual e coletivamente. A busca e a difus\u00e3o dos protocolos e dos comportamentos devem compor a agenda universal. Evidentemente, a gest\u00e3o do risco pode e deve ser debatida considerando diferentes perspectivas (das teorias psicol\u00f3gicas \u00e0 matem\u00e1tica da Teoria dos Jogos). Mas esse ser\u00e1 tema para uma outra conversa.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>1. COLLARD, L., \u00ab Le risque calcul\u00e9 dans le d\u00e9fisportif \u00bb, L\u2019Ann\u00e9e sociologique, n\u00b0 2, vol. 52,2002.<\/p>\n\n\n\n<p>2a. LE BRETON, David. La sociologie du risque. Paris: PUF , 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>2b. Le Breton D (2017) <em>Conduites \u00e0 risque. Des jeux de mort au jeu de vivre<\/em>. Paris: PUF.<\/p>\n\n\n\n<p>3. COHEN, J (1956) Risk and gambling, New York: Longmans, Green and Co Inc.<\/p>\n\n\n\n<p>4. BRETON, David Le (2019) <a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-45222019000300034\" target=\"_blank\">Ambivalences du risque<\/a>. Sociologias,&nbsp; Porto Alegre ,&nbsp; v21, n52, p34-48.<\/p>\n\n\n\n<p>5. <a href=\"https:\/\/cartolab.udc.es\/covid19\/fr\/percepcion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Percep\u00e7\u00e3o do risco e preven\u00e7\u00e3o na pandemia<\/a> (2020)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saber mais&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.fef.unicamp.br\/fef\/sites\/uploads\/reportagem_cipa_seguranca_no_circo.pdf\" target=\"_blank\">Aplicabilidade no campo da seguran\u00e7a do trabalho (Risco e Seguran\u00e7a no Circo) &#8211; Reportagem Revista CIPA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Lupton Deborah (ed.). Risk and Sociocultural Theory: New Directions and Perspectives. Cambridge: Cambridge University Press,&nbsp; 1999.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qVjhDt-mCi0\" target=\"_blank\">O que \u00e9 risco<\/a>&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>O autor<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p><strong>Marco Antonio Coelho Bortoleto<\/strong> Professor Associado do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Humanidades (DEFH) da FEF\/UNICAMP Suas pesquisas no campo da Sociologia e particularmente da Sociologia do Risco tiveram in\u00edcio devido ao interesse na no\u00e7\u00e3o de risco (e algumas derivadas: seguran\u00e7a, preven\u00e7\u00e3o, \u2026) no campo das pr\u00e1ticas acrob\u00e1ticas &#8211; principalmente da Gin\u00e1stica Art\u00edstica e do Circo.&nbsp; H\u00e1 mais de 15 anos estabeleceu a \u201ccultura de seguran\u00e7a\u201d como uma linha de pesquisa, com diversas publica\u00e7\u00f5es, com destaque para a co-organiza\u00e7\u00e3o de um livro \u201cSeguran\u00e7a no Circo: quest\u00e3o de prioridade\u201d; e um recente cap\u00edtulo publicado na Fran\u00e7a sobre a percep\u00e7\u00e3o do risco entre artistas circenses brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>BORTOLETO, MAC. Perception du risque et causes d\u2019accidents, un challenge permanent dans l\u2019\u00e9ducation des artistes br\u00e9siliens. IN: GOUDARD, Philippe; BARRAULT, Denys. (ed.).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.livres-medicaux.com\/medecine-et-cirque.html?fbclid=IwAR0B4SjnsLMdSLcCxTxOFTFr9J9CZoAxa7uEi_vwakbEyIIAlETCtRNsCTI#do-description\">M\u00e9dicine et Cirque<\/a>, Sauramps Medical, Montpelier, 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>FERREIRA, D.; BORTOLETO, MAC.; SILVA, E. Seguran\u00e7a no Circo: quest\u00e3o de prioridade. V\u00e1rzea Paulista, Ed. <a href=\"http:\/\/www.editorafontoura.com.br\/\">Fontoura<\/a>, 2015.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Este texto foi escrito com exclusividade para o <a href=\"http:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Especial Covid-19<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/elementor\/thumbs\/logo_-onj4s5m6vf0hml07f9yn7c6a77kn5fk3fpbt3dhc00.png\" alt=\"logo_\" title=\"logo_\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os argumentos expressos nos posts deste especial s\u00e3o dos pesquisadores. Dessa forma, os textos foram produzidos a partir de campos de pesquisa cient\u00edfica e atua\u00e7\u00e3o profissional dos pesquisadores e foi revisado por pares da mesma \u00e1rea t\u00e9cnica-cient\u00edfica da Unicamp. Assim, n\u00e3o, necessariamente, representam a vis\u00e3o da Unicamp e essas opini\u00f5es n\u00e3o substituem conselhos m\u00e9dicos.<\/h4>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/editorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><br>editorial<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto escrito por Marco Antonio Coelho Bortoleto* Viver com a imin\u00eancia do risco&nbsp; O risco representa um elemento da vida, uma amea\u00e7a, um impulsionador, uma raz\u00e3o para pens\u00e1-la. Da filosofia cl\u00e1ssica \u00e0 ci\u00eancia moderna o risco vem sendo objeto de in\u00fameras reflex\u00f5es. 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