{"id":2497,"date":"2021-05-01T17:49:20","date_gmt":"2021-05-01T20:49:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/?p=2497"},"modified":"2021-05-01T17:49:20","modified_gmt":"2021-05-01T20:49:20","slug":"para-alem-das-vacinas-a-dependencia-tecnologica-e-financeira-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/clorofreela.com.br\/revistablogs\/2021\/05\/01\/para-alem-das-vacinas-a-dependencia-tecnologica-e-financeira-brasileira\/","title":{"rendered":"Para al\u00e9m das vacinas: a depend\u00eancia tecnol\u00f3gica e financeira brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\"><em>Por Ulisses Rubio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente tem se comentado sobre a depend\u00eancia do Brasil com rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de vacianas e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o dos insumos necess\u00e1rios para fabric\u00e1-las, os IFAs. No entanto, n\u00e3o \u00e9 somente em momentos de dificuldade para importar que se pode ver a depend\u00eancia Brasileira. Uma maneira de evidenciar esta depend\u00eancia \u00e9 analisando o balan\u00e7o de pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Balan\u00e7o de Pagamentos \u00e9 o conjunto de contas atrav\u00e9s do qual um pa\u00eds elenca e calcula, em valores monet\u00e1rios, todas as transa\u00e7\u00f5es entre seus residentes e n\u00e3o residentes. Visto por certa perspectiva, este Balan\u00e7o mostra quanto de D\u00f3lares est\u00e1 saindo do pa\u00eds e quanto de D\u00f3lares et\u00e1 entrando no pa\u00eds. Quando o saldo das transa\u00e7\u00f5es entre residentes e n\u00e3o residentes \u00e9 positivo, o pa\u00eds acumula D\u00f3lares. Caso contr\u00e1rio, h\u00e1 perda de D\u00f3lares. Uma vez que praticamente tudo o que um pa\u00eds compra do exterior deve ser pago em D\u00f3lares, obter D\u00f3lares \u00e9 imprescind\u00edvel. Dito de outra maneira, exportar \u00e9 imprescind\u00edvel. Mas, olhar para isto \u00e9 ver somente parte do problema. E, ainda assim, estar\u00edamos olhando bem superficialmente para esta parte do problema.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Balan\u00e7a Comercial<\/h2>\n\n\n\n<p>Expliquemos mais. O que os residentes no Brasil podem comprar de n\u00e3o residentes se resume a bens e servi\u00e7os. Mas, os residentes no Brasil tamb\u00e9m podem vender bens e servi\u00e7os para n\u00e3o residentes. Como ilustra a Figura 1.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/Balanca-comercial1-1024x727.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-511\" \/><figcaption>Figura 1: Balan\u00e7a Comercial (Bens e Servi\u00e7os). Estamos construindo uma ilustra\u00e7\u00e3o simplificada para o Balan\u00e7o de Pagamentos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No caso dos bens, at\u00e9 que o Brasil consegue manter um saldo positivo (vende mais do que compra). Como podemos visualizar no Gr\u00e1fico 1, ap\u00f3s 2001 o saldo foi praticamente sempre positivo. Mas este saldo n\u00e3o \u00e9 folgado e, portanto, suscet\u00edvel de se tornar um saldo negativo (isto \u00e9, perda de D\u00f3lares), como foi a tend\u00eancia entre 2012 e 2014. A despeito disso, o problema mesmo \u00e9 com os servi\u00e7os. O saldo entre os servi\u00e7os que os residentes no Brasil vendem para n\u00e3o residentes menos o que compram de n\u00e3o residentes \u00e9 persistentemente negativo e em valor monet\u00e1rio nada desprez\u00edvel (Gr\u00e1fico 2). Quando juntamos bens e servi\u00e7os percebemos uma oscila\u00e7\u00e3o entre per\u00edodos com valores negativos e per\u00edodos com valores positivos, mas com os saldos negativos sendo mais persistentes e atingindo maiores magnitudes (Gr\u00e1fico 3).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BP_Bens-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-524\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><\/h6>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BP_Servicos-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-525\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Bens_Servicos-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-516\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Opa! Vamos respirar um pouco. At\u00e9 agora falamos de bens e servi\u00e7os. O Brasil vende muitos bens. Tamb\u00e9m compra muitos. O problema maior s\u00e3o os servi\u00e7os, que o Brasil compra bem mais do que vende. Em resumo, nestas contas podemos notar a dificuldade em evitar per\u00edodos de sa\u00eddas de D\u00f3lares. E\u2026 bem\u2026 voc\u00eas sabem\u2026 n\u00f3s n\u00e3o fabricamos D\u00f3lares. Precisamos obt\u00ea-los.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Conta Financeira<\/h2>\n\n\n\n<p>Mas a\u00ed vem a outra parte do problema. Digamos que somando o que os residentes no Brasil vendem para n\u00e3o residentes seja inferior ao que compram. N\u00e3o d\u00e1 para ficar saindo D\u00f3lares do pa\u00eds por muito tempo n\u00e9? A\u00ed entra a conta financeira. Em resumo esta conta abrange todo o dinheiro de residentes que \u00e9 investido fora do pa\u00eds&nbsp; menos todo o dinheiro de n\u00e3o residentes que \u00e9 investido pa\u00eds (Brasil). H\u00e1 duas formas principais de n\u00e3o residentes colocarem seu dinheiro no Brasil: se eles compram ou constroem uma empresa (\u00e9 o chamado investimento direto) ou se eles compram pap\u00e9is no mercado financeiro (chamado investimento em carteira). A ilustra\u00e7\u00e3o pode ser vista na Figura 2.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/Canta-Financeira1-1-1024x727.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-510\" \/><figcaption>Figura 2: A Conta Financeira (Adicionada \u00e0 figura da Balan\u00e7a Comercial &#8211; Bens e Servi\u00e7os). Estamos construindo uma ilustra\u00e7\u00e3o simplificada para o Balan\u00e7o de Pagamentos.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se estiver entrando mais dinheiro (tecnicamente chamam de capital) do que saindo, o pa\u00eds est\u00e1 obtendo mais D\u00f3lares. Repare que para esta conta os saldos negativos significa entradas de D\u00f3lates (portanto, inverso ao que \u00e9 para as outras contas). Em geral, este \u00e9 o caso do Brasil. Como podemos ver nos Gr\u00e1ficos 4, 5 e 6, os saldos s\u00e3o predominantemente negativos, significando que entram mais investimentos de n\u00e3o residentes do que saem investimentos de residentes para o exterior. Isto significa entrada de D\u00f3lares, contribuindo para contrabalan\u00e7ar as sa\u00eddas de D\u00f3lares devido aos per\u00edodos de saldo negativo na Balan\u00e7a Comercial de Bens e Servi\u00e7os juntos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Investimento_Direto-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-519\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Investimento_Carteira-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-518\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Conta_Financeira-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-517\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A conta Rendas<\/h2>\n\n\n\n<p>Para muitos, atrair estes capitais deve ser a meta n\u00famero um do Brasil. Mas, de outro ponto de vista, podemos ver que esta necessidade de atrair capitais externos pode trazer problemas. Este dinheiro n\u00e3o vem de gra\u00e7a, n\u00e3o \u00e9? Eles esperam se transformar em mais dinheiro ainda. Isto \u00e9, os investidores externos esperam receber de volta ou lucro, ou juros, ou dividendos (aquilo que as empresas na Bolsa de Valores pagam para quem tem a\u00e7\u00f5es dela). Come\u00e7amos assim a falar da conta de Rendas. Esta \u00e9 o saldo daquelas rendas que os residentes no Brasil recebem por terem investido seu dinheiro (capital) em outros pa\u00edses menos o que os n\u00e3o residentes recebem por terem investido seu dinheiro (capital) no Brasil&nbsp; (algumas rendas derivadas do trabalho tamb\u00e9m entram na conta de rendas, mas \u00e9 valor pouco significativo). Esta rela\u00e7\u00e3o pode ser vista na Figura 3.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/Balanca-comercial-2-1024x727.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-508\" \/><figcaption>Figura 2: A Conta Rendas (Adicionada na Figura 2). Temos uma ilustra\u00e7\u00e3o simplificada para o Balan\u00e7o de Pagamentos, mas suficiente para nosso objetivo no artigo.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No caso do Brasil, a soma de valores de renda que \u00e9 recebida por n\u00e3o residentes \u00e9 bem maior do que o valor da soma que os residentes no Brasil recebem por investirem o seu dinheiro fora do Brasil, gerando saldos negativos cont\u00ednuos na conta de Rendas (isto \u00e9, sa\u00edda de D\u00f3lares), como podemos observar nos gr\u00e1ficos 7, 8, e 9.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Rendas_Inv_Direto-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-522\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Rendas_Inv_Carteira-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-521\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_Renda_Investimentos-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-520\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transa\u00e7\u00f5es Correntes<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando a Balan\u00e7a Comercial (Bens e Servi\u00e7os) \u00e9 somada \u00e0 Conta de Rendas, temos as Transa\u00e7\u00f5es Correntes: a soma das transa\u00e7\u00f5es de bens, servi\u00e7os e rendas. Como entre estas tr\u00eas contas somente h\u00e1 saldos positivos mais persistentes nas transa\u00e7\u00f5es de bens, este saldo positivo n\u00e3o \u00e9 suficiente para contrabalan\u00e7ar os saldos negativos nas contas de servi\u00e7os e de rendas. De modo que os saldos em transa\u00e7\u00f5es correntes s\u00e3o persistentemente negativos (ou seja, h\u00e1 sa\u00eddas de d\u00f3lares), como podemos observar no Gr\u00e1fico 10.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/wp-content\/uploads\/sites\/183\/2021\/04\/BCB_TransacoesCorrentes-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-523\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>E como o Brasil paga por isto? Como obtemos os D\u00f3lares para pagar estes saldos negativos? Bem.. no geral s\u00e3o duas maneiras: 1) ou atrai ainda mais investimentos de n\u00e3o residentes (investimentos externos) ou 2) tenta ter saldos positivos na balan\u00e7a comercial. A\u00ed voc\u00eas olham e dizem: &#8211; Eita!! Mas tem algo a\u00ed! Onde isto vai chegar? Considerando a op\u00e7\u00e3o 1: vem dinheiro; para pagar a remunera\u00e7\u00e3o deste dinheiro precisa que mais dinheiro de fora venha pro Brasil; este c\u00edrculo \u00e9 infinito?<\/p>\n\n\n\n<p>Como resposta, s\u00f3 posso dizer: &#8211; pois \u00e9! Pode ser que n\u00e3o. E muito provavelmente n\u00e3o ser\u00e1. Pode ser que chegue um momento que os n\u00e3o residentes n\u00e3o queiram mais trazer seus dinheiros (capitais) para o Brasil. O leitor otimista certamente me chamaria a aten\u00e7\u00e3o: &#8211; ainda bem que ainda tem a op\u00e7\u00e3o 2, n\u00e9? Respondo: &#8211; Sim, tem. Mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A depend\u00eancia vista pelo Balan\u00e7o de Pagamentos<\/h2>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que em geral o Brasil exporta bens e servi\u00e7os de baixa tecnologia e importa bens e servi\u00e7os de alta tecnologia. Como os pre\u00e7os das mercadorias de baixa tecnologia aumentam e diminuem com maior rapidez, pode acontecer que mesmo exportando mais o Brasil n\u00e3o consiga obter tantos D\u00f3lares porque o pre\u00e7o, em D\u00f3lares, baixou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que n\u00e3o aconte\u00e7a de o pre\u00e7o dos produtos que o Brasil exporta diminu\u00edrem (ou n\u00e3o diminu\u00edrem muito), ainda temos outro problema. Quando se diz que a economia vai bem, em geral, se diz que o PIB (Produto Interno Bruto) est\u00e1 crescendo. Se diz isto porque quando o PIB cresce significa que a renda dos brasileiros est\u00e1 crescendo tamb\u00e9m: isto \u00e9, mais lucros e mais sal\u00e1rios. Bem\u2026 Se o total de lucros e sal\u00e1rios est\u00e1 aumentando, este aumento n\u00e3o vai ficar paradinho, n\u00e9? Em geral, ou vai para o consumo (gastos das fam\u00edlias), ou para investimentos (empresas decidindo comprar coisas para aumentar a quantidade que podem produzir).<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">[por\u00e9m]<\/h6>\n\n\n\n<p>Acontece, minha cara ou meu caro leitora(o), que para aumentar a capacidade produtiva como um todo, em geral, \u00e9 necess\u00e1rio importar m\u00e1quinas e equipamentos (lembram das importa\u00e7\u00f5es de alta tecnologia?) e muitas destas importa\u00e7\u00f5es s\u00e3o acompanhadas de compra de servi\u00e7os, como fretes e manuten\u00e7\u00e3o (lembra da balan\u00e7a de servi\u00e7os?). Ou seja, para tudo isto precisamos de D\u00f3lares. Num momento em que pessoas de fora do Brasil n\u00e3o est\u00e3o interessadas em trazer os seus dinheiros para c\u00e1, fica dif\u00edcil de o Brasil obter os D\u00f3lares necess\u00e1rios para manter estas importa\u00e7\u00f5es de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente est\u00e1 a\u00ed exposta a depend\u00eancia financeira e tecnol\u00f3gica do Brasil. N\u00e3o produz aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para manter um crescimento do PIB. Ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio importar. Mas para importar precisa de D\u00f3lares. Se n\u00e3o entram D\u00f3lares porque os n\u00e3o residentes est\u00e3o receosos de trazerem seus capitais para o Brasil, este pa\u00eds fica com dificuldades para manter suas importa\u00e7\u00f5es. Com isto, fica dif\u00edcil manter o crescimento, manter o n\u00famero total de empregos. Assim, se entram D\u00f3lares atrav\u00e9s de investimentos externos, isto tende a prejudicar nossa capacidade futura para importar devido \u00e0 sa\u00edda de d\u00f3lares para remunerar os capitais investidos (a conta de Rendas).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O autor<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Ulisses Rubio Urbano da Silva<\/strong>, Graduado em Ci\u00eancias Econ\u00f4micas pela UNESP. Mestre e Doutor em Desenvolvimento Econ\u00f4mico pelo Instituto de Economia da UNICAMP, enfatizando estudos em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica. Pesquisas em Pensamento Econ\u00f4mico Brasileiro, em di\u00e1logo com Pensamento Social Brasileiro. Atualmente leciona Economia e disciplinas da \u00e1rea de Administra\u00e7\u00e3o no CECA\/UFAL.<\/p>\n\n\n\n<p>Este texto foi escrito originalmente para o blog <a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/sobreeconomia\/2021\/04\/30\/para-alem-das-vacinas-a-dependencia-tecnologica-e-financeira-brasileira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Sobre Economia<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/wp-content\/uploads\/sites\/251\/elementor\/thumbs\/logo_-onj4s5m6vf0hml07f9yn7c6a77kn5fk3fpbt3dhc00.png\" alt=\"logo_\" title=\"logo_\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os argumentos expressos nos posts deste especial s\u00e3o dos pesquisadores. Dessa forma, os textos foram produzidos a partir de campos de pesquisa cient\u00edfica e atua\u00e7\u00e3o profissional dos pesquisadores e foi revisado por pares da mesma \u00e1rea t\u00e9cnica-cient\u00edfica da Unicamp. Assim, n\u00e3o, necessariamente, representam a vis\u00e3o da Unicamp e essas opini\u00f5es n\u00e3o substituem conselhos m\u00e9dicos.<\/h4>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.blogs.unicamp.br\/covid-19\/editorial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><br>editorial<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ulisses Rubio Recentemente tem se comentado sobre a depend\u00eancia do Brasil com rela\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de vacianas e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o dos insumos necess\u00e1rios para fabric\u00e1-las, os IFAs. No entanto, n\u00e3o \u00e9 somente em momentos de dificuldade para importar que se pode ver a depend\u00eancia Brasileira. 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