
Na semana passada, nós começamos a entender como as atuais plantas químicas poderão ser reduzidas em tamanho, consumir menos energia, além de gerar menos resíduos, mas mantendo sua capacidade de produção. Se você não leu ainda, corre lá ou clique aqui, kkkk, para lembrar ou aprender o que é intensificação de processos e o que isso tem a haver com a redução do tamanho de equipamentos. Nós vimos que a primeira definição de intensificação de processos (PI), definia esse conceito como uma estratégia de redução no tamanho de uma planta química de modo a atingir um determinado objetivo de produção. Segundo essa definição, a redução no tamanho poderia ocorrer pela diminuição do tamanho das peças individuais ou pela redução no número de unidades envolvidas, sendo essa redução de volume na ordem de 100 ou mais.


Em um estudo recente publicado na Nanoscale, pesquisadores da universidade de Alcalá, na Espanha, descreveram uma integração bem-sucedida de micromotores baseados em nanotubos de carbono* a bordo de laboratórios de bolso para operações moleculares complexas. Esses micromotores ou micromáquinas são protegidos por uma camada resistente às proteínas e podem até nadar através de fluidos biológicos complexos por serem controladas por um campo magnético, além de realizarem detecção molecular baseada em fluorescência e transportar carga em plasma sanguíneo simulado.
Prezado leitor, nessa postagem apresento para vocês um interessante método de fabricação de microcanais utilizando impressoras 3D e PDMS desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wageningen na Holanda. Microdispositivos fabricados em PDMS e por impressoras 3D não são mais uma novidade, como por ser visto e em uma postagem anterior. Cada método tem as suas vantagens e desvantagens.
Pesquisadores da Universidade Northwestern em colaboração com engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveram um sistema microfluídico que atua como o sistema reprodutivo feminino, reproduzindo o perfil hormonal do ciclo menstrual de 28 dias. O microdispositivo foi descrito em um estudo publicado na Nature Communications.O microdispositivo simula o período reprodutivo feminino in vivo e os laços endócrinos entre os módulos do órgão para o ovário, trompa de Falópio (tubas uterinas), útero, colo do útero e fígado, com um fluxo circulante entre todos os tecidos.