
A Revolução Genética tem na história recente uma série de acontecimentos fundamentais. Na segunda metade do Século XX a biologia molecular despontava. A técnica do DNA recombinante deu lugar à produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs), transformando a agricultura e pecuária rapidamente. Na década dos 70, surgiu o primeiro animal transgênico; na dos 90, iniciou-se uma força-tarefa para mapear o genoma humano (Projeto Genoma). Em 2003, após um trabalho fantástico, a comunidade científica internacional anunciou que o sequenciamento fora concluído com sucesso. Poucas semanas atrás tornou-se público e “oficial”, finalmente, o nascimento de Abrahim Hassan: primeiro ser humano geneticamente projetado.




Como amante da paleontologia e, mais recentemente, praticante e apreciadora de wushu, a inspiração deste post surgiu como um desafio de tentar relacionar os dois temas de alguma forma. Me parece que alguns mitos são criados a partir de “verdades”…distorcidas, ou, com um toque de imaginação, digamos assim. Na arte marcial que conhecemos por “kung fu”, aqui no ocidente, existem diversos estilos de luta. Norte e Sul da China são conhecidos por estilos diferentes. O estilo do dragão é um estilo imitativo do Sul; neste, os movimentos devem ser compreendidos, internalizados (em contraposição, o adversário do dragão é o tigre e seu estilo é fundamentado em movimentos de força e memorização).
Você já deve ter ouvido a frase: “Nunca julgue o livro pela capa”. Pensando nela, viemos falar um pouco sobre o estudo e aplicações da Metagenômica, que nos auxilia a olhar além do previsível e evidente a olho nu, ou seja, estudar microrganismos presentes em todos os tipos de ambiente. Vamos começar pelo significado. Metagenômica é a junção da palavra Meta, que significa grande quantidade, e genômica, que significa estudo dos genes de um organismo. Pensando assim, o significado fica óbvio, que é estudar os genes de toda a comunidade microbiana presente em um ambiente e confie em mim, sempre serão MUITOS organismos.


Nos últimos 15 anos o Brasil conseguiu reduzir as taxas de mortalidade infantil e neonatal, porém, não atingiu a meta de diminuir a mortalidade infantil, como havia sido proposto pelos Objetivos do Milênio para 2015. Os índices de mortalidade materna ficaram ainda mais distantes dos Objetivos. Estes resultados fazem parte de um estudo, “Evolução temporal e espacial das taxas de mortalidade materna e neonatal no Brasil, 1997‐2012” assinado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Instituto Vital Brasil e Georgia Southern University, nos EUA, e foi publicado na última edição da revista Jornal de Pediatria.

As deformidades dos membros inferiores, principalmente as que envolvem os joelhos, são muito comuns e sempre acompanhadas de muita polêmica. Além da dificuldade em saber o que é normal e o que pode causar problemas, existem muitos tratamentos que não funcionam sendo amplamente usados. Uma vizinha uma vez me abordou no parquinho do condomínio, sabendo que eu sou ortopedista, para perguntar se eu achava que sua filha tinha pernas tortas. Essa é uma dúvida frequente para os pais. O que fazer?
Como nosso genoma integra sinais intrínsecos e ambientais sem que haja alteração da sequência de DNA? Você já parou para pensar qual o impacto de seus hábitos sobre sua vida? E se as experiências vividas pudessem ser transmitir aos filhos? Qual seria o impacto de tudo isso? Hoje se sabe que as informações contidas em nosso genótipo não possuem controle exclusivo sobre nossa identidade. Sendo assim, a expressão dos genes contidos em nossas células é mediada por diversos fatores em que a informação não está contida apenas no alfabeto do DNA (ATGC).
Inicio este ano de 2017 com a grande honra de dividir com vocês a entrevista que tive oportunidade de realizar com a Profa. Dra. Flávia Cristina Nery, Senior Scientist and Clinical Project Manager na Harvard Medical School e Massachusetts General Hospital, uma das cientistas que me inspiram no meu trabalho todos os dias. Com uma bela trajetória, a Dra. Flávia Nery iniciou sua carreira na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) onde cursou graduação em Genética e Licenciatura em Biologia com Mestrado também em Genética na mesma universidade.
Para iniciar 2017, o blog Ciência em Revista dará destaque não apenas à ciência publicada em revistas brasileiras e latino-americanas, mas também àquelas no qual o acesso aos conteúdos é aberto, ou seja, gratuito para o leitor. Esperamos, sobretudo num mar revolto para a ciência brasileira, que possamos destacar os debates e artigos interessantes para nosso público.