




Entre os anos de 2003 e 2013, a economia brasileira conheceu um modelo de desenvolvimento composto por um conjunto de programas econômicos e sociais, elevação do salário mínimo, ampliação das aposentadorias, expansão da educação e dos serviços de saúde, amplos investimentos em infraestruturas e outros programas que ampliaram a demandam para as empresas gerando mais de dez milhões de empregos formais no país. Sobre este modelo e os fatores associados a ele o economista Ladislau Dowbor, da Faculdade de Economia e Administração, da PUC-SP, publicou a análise “Entender a crise, retomar as conquistas”, na última edição da revista Estudos Avançados, (v. 31, n. 89, 2017), que também traz um dossiê sobre “Saídas para a crise econômica” atual.

Está difícil evitar o tema política nesses tempos. Muitos escândalos vindo à tona, eleições presidenciais batendo à porta, participação ativa das mídias tradicional e independente, constante uso de narrativas míticas clássicas pela comunicação política, crise de descontentamento e total perda de credibilidade dos três poderes, enorme polarização da população e uma (aparente) polarização dos políticos. É evidente que o assunto não vai ser esgotado aqui. E não pretendo citar nenhum caso em particular. O objetivo desse post é apenas abordar um pouco sobre a construção da figura de um herói e a presença desse tipo de narrativa heroica no contexto político.

No dia 14 de Setembro de 2015 (09:50:45 UTC) foi realizada a primeira detecção direta de ondas gravitacionais, o sinal foi observado em dois observatórios (LIGO Hanford e LIGO Livingston) e durou menos de 0.5s nos detectores. Estes sinais representam um sistema de dois buracos negros de 36 e 29 massas solares girando um em torno do outro até se fundirem em um buraco negro de 62 massas solares. O equivalente a 3 massas solares é convertido em energia, liberada na forma de ondas gravitacionais e uma parcela extremamente pequena chega a Terra. Como funcionam os laboratórios que fizeram esta detecção?

A obra de Frantz Fanon, intelectual nascido na Martinica, é uma das mais relevantes para se entender a circulação de ideias no contexto de intensificação dos movimentos de independência na década de 1960. Quais territórios na África proclamaram autonomia política frente aos impérios coloniais a partir da segunda metade do século XX? Em 1957, cinco anos depois da publicação da primeira edição de “Pele negra, máscaras brancas”, Gana se livrou do domínio político e militar britânico. Camarões obteve a independência em 1960, mesmo ano da autonomia conquistada por Nigéria, territórios que compunham a África equatorial francesa, Sudão Francês (que viraria o Mali), Somália, Madagascar e outros países.