Compilação das dicas para sala de aula que este Guia dTeach.org traz, para consulta rápida:
O conceito de cidades inteligentes é relevante nos dias de hoje e pode ser um aliado do professor no trabalho com sustentabilidade em sala de aula, que deve conectá-lo com a vida cotidiana de seus estudantes. Mas é importante apresentar um olhar crítico e questionador, que não se limite somente a exaltar o uso de altas tecnologias para garantir mais eficiência às cidades, mas também problematizar o quanto tais tecnologias realmente melhoram a vida das pessoas, reduz desigualdades e cria acessibilidade.
Pode-se propôr um exercício de redação ou desenhos sob o tema “minha cidade ideal”. Então, com base nos modelos de cidades ideiais do estudantes, é interessante discutir o quanto esses sonhos e desejos dialogam com o conceito de cidades inteligentes.
Organizados em grupos, os estudantes podem pesquisar casos de cidades inteligentes no Brasil e no mundo e apresentá-los para toda a turma. Instigue os participantes a terem um olhar crítico e refletirem sobre os prós e contras dos casos apresentados, além de pedir que pensem como eles veem as práticas do caso apresentado sendo efetivamente implementadas nas cidades. Quais seriam os desafios enfrentados?
Outra sugestão é pedir aos estudantes que entrevistem moradores do bairro onde a escola se encontra ou familiares, com o objetivo de descobrirem o quão satisfeitas eles estão com a cidade/bairro e o que precisa ser melhorado. Com base nas entrevistas, os estudantes podem refletir sobre o que poderia ser feito para tornar a cidade/bairro mais inteligente utilizando o conceito de cidades inteligentes.
Mobilidade urbana é um tema muito relevante para se trabalhar sustentabilidade em sala de aula, já que todos os estudantes precisam se deslocar para a escola, ou seja, vivem, em suas próprias realidades, os desafios de se transportar por territórios. Também é uma oportunidade de se pensar como os estudantes, que são cidadãos e habitantes das cidades, podem contribuir para essa temática. Como eles desejam se transportar? Qual é o impacto desses desejos para o coletivo?
Algumas sugestões de atividades:

A alimentação é uma necessidade básica do ser humano, por isso a temática da agricultura urbana é uma abordagem interessante para se discutir sustentabilidade com os estudantes, com base nas próprias realidades deles. Tal discussão pode também resultar em outras vertentes temáticas, possibilitando a análise de desigualdades (acesso ao alimento), investigando a logística por trás da produção e do consumo de alimentos (pesquisar o termo “do campo à mesa” pode ajudar a encontrar boas ideias para a sala de aula) e até mesmo sugerindo o estudo sobre a questão das mudanças climáticas, uma vez que, no Brasil, a agricultura é a principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa, principalmente por causa da pecuária onde o gado emite muito metano e ocupa muito espaço (uso da terra). Além disso, a produção de soja para alimentar o gado está por trás da principal causa de desmatamento.
Algumas sugestões de atividades:
Desafie os estudantes a anotarem tudo o que comeram durante um dia, seja em casa ou na escola.
Oriente-os a anotar as refeições e ingredientes necessários para elas, do café da manhã ao jantar.
Após essa coleta de dados, peça aos alunos que tentem investigar a origem desses alimentos/ingredientes.
Eles são naturais ou industrializados? De onde vieram? É possível saber onde foram produzidos? Se forem industrializados, onde é a fábrica de tal produto?
No final da atividade, os estudantes devem ter um diagnóstico de suas alimentações e, com base nisso, é possível promover um debate sobre o que chamou a atenção deles nesse exercício e sobre o que aprenderam com ele.
Também é possível fazer um cálculo de pegada de carbono com alguma ferramenta que leve em conta a alimentação. Neste artigo há a indicação de uma ferramenta específica para pegada de carbono dos alimentos (a calculadora é em inglês e pode ser usada em atividades interdisciplinares com as aulas de Língua Inglesa).
O artigo também apresenta dados interessantes sobre o impacto dos alimentos.
Como já mostrado nas páginas anteriores, produzir uma horta dentro da escola ou em algum espaço ao redor dela a que os estudantes tenham acesso é uma opção para se aprender com a observação prática e com a “mão na massa”.
Hortas no ambiente escolar ajudam a mostrar aos estudantes a origem dos alimentos, os desafios da produção e os cuidados necessários (rega, poda, uso de fertilizantes etc).
Também é um espaço onde professores de Ciências da Natureza, por exemplo, podem explicar conceitos atrelados ao currículo escolar.
Mas, é importante ter em mente que a implementação e gestão de uma horta escolar demanda mobilização de toda a comunidade escolar para garantir a manutenção e bons resultados no uso do espaço.
Então, para além do viés educativo, as hortas escolares também levantam a importânica da mobilização da comunidade do entorno para atuar ativamente dentro do espaço escolar.
Nesta atividade, os estudantes são convidados a atuar como repórteres da escola. organizados em grupos sub-temáticos/editorias, eles podem elaborar peças comunicativas a serem expostas em algum espaço público e de acesso a todos os estudantes da escola, com investigações sobre alimentação sustentável, produção de alimentos, alimentação do futuro etc.
Os estudantes podem fazer pesquisas de materiais, fazer entrevistas com profissionais, bem como fazer entrevistas com os gestores e merendeiros da escola para discutir, por exemplo, como funciona a produção e a logística da merenda escolar, e o que eles sabem sobre os alimentos que cozinham e distribuem.
Esta é uma atividade muito interessante para ser desenvolvida em aulas de Língua Portuguesa, pois incentiva a turma a aprender sobre a construção de textos, técnicas de entrevista e reportagem, ao mesmo tempo em que aprofunda os conhecimentos sobre agricultura e alimentação sustentável e compartilha isso com toda a comunidade escolar.
É importante desmistificar que a água é um recurso abundante e infinito; assim, propomos algumas sugestões de como se trabalhar com o tema em sala de aula:
Você pode pesquisar com os alunos de onde vem a energia que eles utilizam, fazendo, desde o primeiro momento, uma diferenciação entre a eletricidade (energia que chega nas casas e na escola) e a energia necessária para a locomoção (como combustível para os meios de transporte motorizados).
Sabendo de onde vem a anergia, o próximo passo é pesquisar e refletir sobre quais são os impactos que essas fontes de energia trazem para a sociedade.
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