O levantamento do IBGE de 2021 sobre a frota de veículos no Brasil mostrou que, atualmente, o país tem quase 60 milhões de automóveis em circulação.
Basta ir aos maiores centros urbanos para se deparar com esse problema na prática: ruas e avenidas congestionadas com automóveis de uso particular, dificuldade em achar vagas para estacionar, poluição do ar causada pelo excesso de veículos motorizados e uma população cansada e estressada por passar tanto tempo presa em congestionamentos.
A mobilidade urbana é um dos assuntos centrais na discussão sobre cidades inteligentes e sustentáveis (como mostra o vídeo no quadro).
Além da alta ocupação do espaço público, os veículos também trazem desafios para a qualidade do ar que impactam diretamente na saúde da população e nos custos com saúde pública.
A essas questões, soma-se o fato de que como a maioria dos veículos são de uso particular, eles passam a maior parte do tempo estacionados, resultando em uma grande ineficiência de uso do espaço.
Algumas das soluções possíveis para a mobilidade urbana sustentável são: a ampliação e priorização do transporte público, os carros compartilhados e elétricos, as bicicletas particulares e compartilhadas e a mobilidade a pé.
No entanto, essas soluções exigem vontade política para o investimento em infraestrutura, além de uma mudança no comportamento das pessoas que hoje ainda veem o automóvel particular como símbolo de status social.

