Se olharmos ao nosso redor e buscarmos evidências científicas, estaremos certos de que, enquanto seres humanos, necessitamos dos ecossistemas naturais para viver. Do ar que respiramos ao alimento que consumimos, da energia que chega às nossas casas à forma como nos transportamos; tudo isso depende de recursos naturais. Desde o fim do século XIX, com a Revolução Industrial, a humanidade segue aumentando o uso de recursos naturais e, com isso, aumenta-se, cada vez mais, os impactos negativos aos sistemas naturais em decorrência de atividades humanas. Dentre esses impactos, é possível citar a poluição dos rios e da atmosfera, o desmatamento das florestas, que consequentemente contribuem para o aquecimento global.
Partindo da premissa que os sistemas e recursos naturais da Terra possuem limites de utilização e alteração, não se pode negar que o planeta precisa de cuidados.
Dessa forma, um grupo de cientistas, integrantes do Stockholm Resilience Centre (SRC), identificou nove parâmetros que foram nomeados de “Limites Planetários” (Planetary Boundaries, em inglês). Como o nome já alerta, esses parâmetros indicam os limites seguros do ambiente que a humanidade não deve ultrapassar, sob o risco de que as mudanças ambientais tornem-se irreversíveis. São eles: mudança dos fluxos bioquímicos (do nitrogênio e do fósforo); mudanças climáticas; uso da terra; integridade da biosfera – esses quatro primeiros já ultrapassaram a zona de segurança -; acidificação dos oceanos; usos da água doce; degradação da camada de ozônio – esses três ainda estão dentro da zona de segurança -; poluição química; e carregamento de aerossóis – esses dois últimos ainda não foram quantificados em relação à zona de segurança.
